Política

Na tentativa de retomar CPI da Folia, vereador questiona gastos com aniversário de Campo Grande

Com o objetivo de retomar o debate para implementar a CPI da Folia, o vereador Chiquinho Telles (PSD) apresentou nesta terça-feira (24) um requerimento para que a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) detalhe os gastos da gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) com as festividades do aniversário de Campo Grande em 2013. A solicitação da […]

Arquivo Publicado em 24/06/2014, às 20h04

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Com o objetivo de retomar o debate para implementar a CPI da Folia, o vereador Chiquinho Telles (PSD) apresentou nesta terça-feira (24) um requerimento para que a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) detalhe os gastos da gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) com as festividades do aniversário de Campo Grande em 2013.

A solicitação da Câmara deve ser respondida no prazo máximo de 15 dias pela atual secretária da pasta, Juliana Zorzo. Os gastos com a festa ocorrida no dia 26 de agosto de 2013 foram autorizados pelo ex-secretário Júlio Cabral.

“Já não temos mais dúvidas que houve irregularidades com os gastos do Carnaval deste ano, dentre elas o superfaturamento. E se fizeram isso também no aniversário de Campo Grande? Por isso vamos ver. Essa CPI não pode ser morta assim. Alguém terá que pagar essa conta, seja o Bernal, seja o Cabral”, criticou Chiquinho.

Cabral também é apontado pela atual gestão como o responsável de deixar a Fundac com contas atrasadas em três meses. “Precisamos investigar todos os gastos. Essa Copa do Mundo atrapalhou um pouco, mas estamos amadurecendo a ideia de que precisamos investigar todos os eventos”, afirmou o vereador.

Dentre as 11 denúncias já apresentadas por ele e os vereadores Paulo Siufi (PMDB) e Eduardo Romero (PTdoB), que pediram a CPI, mas que não foi aprovada por maioria, está a dívida da prefeitura com cerca de 100 artistas, referente a mais de 70 atrações.

Também há no relatório que foi preparado para basear a abertura da CPI, a denúncia de que a empresa Eco Vida teria recebido R$ 1.505.120,00 para intermediar a contratação de shows supostamente superfaturados.

O ex-presidente da Fundac, Júlio César Pereira Cabral, já disse ao Midiamax anteriormente que está acompanhando a movimentação da Câmara para a instalação da CPI da Folia e que está tranquilo com o trabalho que realizou na Fundação.

Jornal Midiamax