MPE tem 30 dias para analisar ofício de vereador sobre polêmica da Quinta Gospel

A discussão sobre quem pode subir aos palcos do projeto Quinta Gospel chegou ao MPE (Ministério Público Estadual), que tem até 30 dias para se manifestar em relação ao ofício protocolado pelo vereador Eduardo Romero (PT do B), na sexta-feira (8). A polêmica teve início na quinta-feira quando o parlamentar questionou o impedimento de uma […]
| 12/08/2014
- 23:47
MPE tem 30 dias para analisar ofício de vereador sobre polêmica da Quinta Gospel

A discussão sobre quem pode subir aos palcos do projeto Quinta Gospel chegou ao MPE (Ministério Público Estadual), que tem até 30 dias para se manifestar em relação ao ofício protocolado pelo vereador Eduardo Romero (PT do B), na sexta-feira (8). A polêmica teve início na quinta-feira quando o parlamentar questionou o impedimento de uma cantora umbadista no projeto. Agora, a 67ª Promotoria de Justiça de Campo Grande deve analisar o ofício do vereador que cobra providências legais sobre o projeto.

Na semana passada a Fundac (Fundação Municipal de Cultura) vetou o ofício de Elson Borges dos Santos, dirigente de um templo religioso de Umbanda, que solicitava o espaço para a apresentação da cantora Rita Ribeiro, que homenageia religiões de matriz africana para o projeto Quinta Gospel. A titular da pasta, Juliana Zorzo, negou a participação da cantora e argumentou que a solicitação não condiz com a proposta do evento destinado ao público evangélico cristão.

O projeto foi instituído pela Lei nº 5.092/12, de autoria do ex-vereador e atual deputado estadual Lídio Lopes (PEN). De acordo com a proposta, “a Quinta Gospel foi assinada pela maioria dos vereadores evangélicos, com o propósito de oferecer atrações regionais e nacionais do meio Gospel Evangélico”, cita a secretária municipal na resposta.

Segundo Romero, que foi procurado por Elson, a proposição e a lei, aprovada e sancionada, não faz qualquer menção restritiva do projeto. O parlamentar afirmou que a lei é composta por quatro parágrafos e que determina apenas que o projeto fica instituído na Praça do Rádio Clube, realizada na quinta-feira que antecede a Noite da Seresta.

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A medida vale até o julgamento do mérito do requerimento de registro da candidatura, do qual o ministro é o relator

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