Política

‘Eu vou fazer o concurso’, garante Puccinelli flagrado deixando prédio da Sefaz-MS

Processo seletivo para cargos de altos salários no fisco estadual levantou suspeitas por grande número de inscritos com parentesco de alto escalão e pela forma como as provas foram elaboradas e impressas.

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 15h05

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Processo seletivo para cargos de altos salários no fisco estadual levantou suspeitas por grande número de inscritos com parentesco de alto escalão e pela forma como as provas foram elaboradas e impressas.

O governador André Puccinelli (PMDB) afirmou na manhã desta terça-feira (18) que fará o concurso para agentes tributários e fiscais de renda de Mato Grosso do Sul pela própria Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS).

A declaração foi feita logo após o governador ser flagrado deixando o prédio da Sefaz, no Parque dos Poderes. Puccinelli negou que estivesse no local para tratar do concurso ou para acompanhar a manifestação.

Como os organizadores do protesto estavam ainda do outro lado da rua, o governador não viu as faixas e cartazes preparados para a ocasião. “Quantas pessoas tem ali? Dez?”, questionou.

“São dez pessoas e temos mais de doze mil inscritos. A Justiça me deu ganho de causa e eu vou fazer o concurso”, garantiu.

São 60 vagas, 20 para fiscais de renda e 40 para agentes tributários, com salários de R$ 6.661,57 e R$ 10.883,32.

Em denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, nomes de chefes e superintendentes de dentro da secretaria são apontados. Pelos cargos, essas pessoas poderiam ter acesso às provas, comprometendo a moralidade do concurso público.

Em primeira instância, o juiz suspendeu o concurso até que o governo do Estado fizesse contrato com empresa de fora para a realização das provas. O TJMS derrubou a decisão e agora é aguardado o julgamento de um agravo regimental, solicitando reconsideração da decisão.

Jornal Midiamax