Política

Despejados, vereadores de Campo Grande podem ser abrigados na ‘ex-nova-rodoviária’

Obra, que seria Centro de Belas Artes, ficou abandonada por anos, está quase pronta e tem boa localização.

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 14h46

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Obra, que seria Centro de Belas Artes, ficou abandonada por anos, está quase pronta e tem boa localização.

O vereador e líder da base na Câmara Alex do PT declarou nesta terça-feira (18) que a Câmara  pode se mudar para o Centro de Belas Artes. “Enviamos hoje à Prefeitura duas possibilidades e mandaremos mais uma. A principal é que a Câmara permaneça onde está, pague os aluguéis atrasados e depois vá para o Centro de Belas Artes, funcionando em conjunto”, explicou.

Alex afirma já ter conversado com engenheiros, com a Fundação de Cultura, com o CREA (Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos) e com o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) sobre a possibilidade da mudança para o Centro de Belas Artes.

A outra opção sugerida à Prefeitura é a Polícia do Exército, na avenida Ricardo Brandão. O vereador já entrou em contato com o Comando Militar do Oeste, com o Executivo e com o Ministério da Defesa. “As duas propostas estão na mesa do Bernal”, disse.

A terceira, que ainda será enviada ao prefeito, é o Hotel Campo Grande, na 13 de Maio. “É um lugar bom para o legislativo e para funções como o Conselho Tutelar”, declarou Alex.

Correndo contra o tempo

O líder da base na Câmara admitiu estar em cima do prazo e frisou que é preciso solucionar o problema. “Está na hora de sair do conjunto vazio”.

Marcado para o dia 24 de abril o depejo dos vereadores, a Prefeitura de Campo Grande não tem nem projeto para o novo abrigo do Legislativo. A construção de centro administrativo, onde ficaria prédio para a Câmara também é cogitada, mas segundo Alex, demoraria pelo menos um ano.

Entenda o caso

O prédio da Câmara pertence a Haddad Engenheiros Associados Ltda. O contrato incial, de 2000 a 2005, acabou e não foi renovado. A empresa havia cobrado aluguel de R$ 35 mil. O Ministério Público considerou o valor abusivo e reduziu em R$ 11 mil. A Haddad recebeu os R$ 11 mil mensais até 2005.

Depois disso, em 2011 os engenheiros entraram com ação para despejo. A Justiça determinou em fevereiro de 2013 o despejo dos vereadores até 24 de abril. Até lá, ou a Câmara paga os aluguéis atrasados e estende o contrato, ou encontra novo abrigo.

Jornal Midiamax