Política

Apesar de judicializar votação, vereador Alex diz que Bernal não teme Comissão Processante

“Quem está ao lado da verdade jamais pode ter medo”, definiu o líder do prefeito na Câmara de Campo Grande, Alex do PT, sobre a volta da votação do relatório da Comissão Processante nesta quinta-feira (6). Os vereadores anunciaram que o ministro Felix Fischer, do STJ, revogou o Acórdão do desembargador João Batista Costa Marques, […]

Arquivo Publicado em 06/03/2014, às 13h36

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“Quem está ao lado da verdade jamais pode ter medo”, definiu o líder do prefeito na Câmara de Campo Grande, Alex do PT, sobre a volta da votação do relatório da Comissão Processante nesta quinta-feira (6).


Os vereadores anunciaram que o ministro Felix Fischer, do STJ, revogou o Acórdão do desembargador João Batista Costa Marques, que havia suspendido a Comissão Processante contra o prefeito Alcides Bernal.


Para o Alex, o mandato de Bernal é legítimo e a votação do relatório tem um caráter perseguidor dos vereadores contra o prefeito. “Estão criando uma animosidade desnecessária. É uma perseguição insensata e obsessiva”, apontou.


Questionado se então não seria melhor que o prefeito enfrentasse a votação dos vereadores ao invés de judicializar a questão, Alex defendeu que Bernal não deve abrir mão da defesa em nenhuma instância.


“Não é falácia do TJMS interferir nas decisões da Câmara, é uma prerrogativa do judiciário. Eu não posso abrir mão se a Constituição Brasileira me agasalha”, explicou.


Cassação


A Comissão Processante da Câmara de Campo Grande foi criada após nova denúncia de que o prefeito Alcides Bernal estaria praticando atos contra a administração pública, comoirregularidades no suposto favorecimento de empresas ao mudar a ordem de pagamento e criação de emergências inexistentes para suspensão de licitações.


Algumas das denúncias foram apontadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote, aberta pelos vereadores durante o primeiro ano da administração do prefeito Bernal. A Comissão formulou novo relatório apontando as irregularidades e colocou em votação no dia 26 de dezembro por duas vezes por conta de uma guerra de liminares que aconteceu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.


Porém, uma decisão do ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, revogou o acórdão do desembargador João Batista da Costa Marques e os vereadores devem votar o relatório indicando ou não a cassação de Bernal nos próximos dias.

Jornal Midiamax