Política

Vereadores são proibidos de processar Bernal pela Câmara e estudam ação coletiva

Os vereadores da Câmara de Campo Grande não vão poder processar, em nome da Casa, o prefeito Alcides Bernal (PP). Isso porque a procuradoria jurídica da Câmara avaliou que o prefeito não ofendeu a instituição durante declarações no Facebook e por meio de reportagem divulgada pelo Midiamax. “A ofensa foi pessoal e não sobre a […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 11h18

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Os vereadores da Câmara de Campo Grande não vão poder processar, em nome da Casa, o prefeito Alcides Bernal (PP). Isso porque a procuradoria jurídica da Câmara avaliou que o prefeito não ofendeu a instituição durante declarações no Facebook e por meio de reportagem divulgada pelo Midiamax.

“A ofensa foi pessoal e não sobre a atribuição de vereadores. Quem se sentir ofendido tem que processar. Se falar do meu nome eu entro, mas ele não citou meu nome”, explicou o vereador Paulo Siufi (PMDB), que foi um dos primeiros a protestar contra as declarações do prefeito, chegando a dizer que ia “pro pau” com ele.

O vereador Airton Saraiva (DEM), que também foi citado por Bernal, informou a reportagem que vai se reunir com outros vereadores para reforçar a posição de que o prefeito ofendeu os parlamentares. O vereador defende uma ação por danos morais em conjunto entre todos os ofendidos.

No dia 12 de junho os vereadores informaram que processariam o prefeito por danos morais e exigiriam uma retração pública, por entenderem que ele manchava a carreira dos vereadores com as declarações.

Em entrevista ao Midiamax no dia 6 de junho o prefeito contestou a atuação de vereadores que estão à frente da chamada “CPI do Calote”, criada na Câmara para investigar porque a prefeitura não pagou alguns fornecedores que prestam serviço ao Poder Público.

“É bom que abra uma CPI, mas que seja por gente séria e não por quem está somente a serviço de desviar a atenção da saúde. É bom que comecem investigando porque alguns presidentes deram calote e a Câmara está sendo despejada por falta de pagamento de alugueis”, declarou. Na entrevista o prefeito também disse que Saraiva mentia que a prefeitura tinha dívida de R$ 450 milhões para criar escândalo.

Paulo Siufi, que agora diz não ter sido ofendido, foi o primeiro a levar o assunto a Casa, pedindo para o prefeito dizer no olho dele o que falava para a imprensa. “Lave a boca para falar de quem trabalha aqui”, disse o peemedebista, questionando os ataques do prefeito seriam porque tinha medo de descobrirem as falcatruas dele, principalmente no serviço de limpeza e tapa buracos.

“Nos ataca covardemente. Por isso peço que venha dizer aqui na minha cara. Não quis enfrentar a Grazielle Machado (PR) porque ele é mulher, me enfrente que sou homem”, disparou Siufi na ocasião.

Jornal Midiamax