Política

Vereadores desistem de nova eleição para presidente até TRE definir substituto de Mário César

Em reunião com 22 dos 28 vereadores, a Câmara Municipal desistiu, nesta quinta-feira (27), de realizar às pressas nova eleição para presidente por conta da cassação do atual, vereador Mário César (PMDB). O plano é aguardar os próximos capítulos do caso para decidir o destino. O primeiro passo é esperar resposta do Tribunal Regional Eleitoral […]

Arquivo Publicado em 27/06/2013, às 13h00

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Em reunião com 22 dos 28 vereadores, a Câmara Municipal desistiu, nesta quinta-feira (27), de realizar às pressas nova eleição para presidente por conta da cassação do atual, vereador Mário César (PMDB). O plano é aguardar os próximos capítulos do caso para decidir o destino.


O primeiro passo é esperar resposta do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) a cautelar a ser apresentada ainda hoje por Mário César para seguir no cargo até apreciação de recurso da decisão da juíza Elisabeth Rosa Baisch.


“Vamos aguardar até o final desta quinta-feira”, anunciou o presidente interino da Câmara, vereador Flávio César (PTdoB), após reunião de mais de uma hora com os colegas de Casa. Ele frisou ainda que Mário César está dentro do prazo de apresentar recurso três dias após a sentença.


No caso de negada a liminar para o presidente permanecer no cargo, a Câmara irá consultar o TRE a fim de saber a nova composição da Casa de Leis. Isso porque a cassação anula os votos de Mário César e novo coeficiente eleitoral precisa ser calculado no sentido de definir o substituto. “Definida a nova composição, realizamos a posse e convocamos nova eleição para presidente”, detalhou Flávio César.


A polêmica sobre a escolha de um substituto de Mário César começou após vereadores defenderem uma eleição imediatamente com base no artigo 23 do Regimento Interno da Câmara, que prevê “eleição suplementar na primeira sessão ordinária seguinte àquela na qual se verificar a vaga, ou em sessão extraordinária para esse fim”.


Mário foi condenado, na terça-feira (25), à perda imediata do mandato, inelegibilidade por oito anos e ao pagamento de multa de 50 mil UFIR (R$ 53 mil de multa). Ele é acusado de compra de votos por meio de distribuição de combustível nas eleições de 2012.

Jornal Midiamax