Política

Vereador questiona cardápio de Bernal e abre guerra dos cafés em plena CPI do Calote

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Câmara para investigar porque o prefeito Alcides Bernal (PP) deixou de efetuar pagamento de fornecedores foi tumultuada nesta segunda-feira (1º). O clima esquentou por diversas vezes e chegou ao ponto dos vereadores fazerem um bate boca tendo como discussão o café servido aos vereadores e […]

Arquivo Publicado em 01/07/2013, às 20h54

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Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Câmara para investigar porque o prefeito Alcides Bernal (PP) deixou de efetuar pagamento de fornecedores foi tumultuada nesta segunda-feira (1º). O clima esquentou por diversas vezes e chegou ao ponto dos vereadores fazerem um bate boca tendo como discussão o café servido aos vereadores e pelo prefeito no gabinete do Paço Municipal.

A confusão começou quando o vereador Elizeu Dionizio (PSL), relator da CPI, usou um contrato, sem informações necessárias para investigação, feito por Bernal no valor de R$ 1,4 mil para compra de dez tipos de frutas, incluindo fruto do conde, pêra, caqui, goiaba, uva, figo, morango, caju e até lichia, além de produtos como leite condensado, aveia, biscoito maisena e barra de cereal.

Indignado, os vereadores Chiquinho Telles (PSD) e Elizeu Dionízio lembraram que o problema pior era saber que faltam frutas nas escolas enquanto o prefeito tem 10 tipos disponíveis diariamente. O vereador Alex do PT não gostou das comparações e perguntou se os vereadores estavam querendo comparar o café da Câmara com o do prefeito, para ver qual era o mais oneroso. Chiquinho Telles rebateu, dizendo que não precisava nem fazer as contas.

Elizeu Dionízio também pediu a palavra e disse a Alex que não estava comparando, visto que tinha valores maiores a serem apurados. Como exemplo, citou dois contratos, sendo um no valor de R$ 28 mil, para compra de quatro cafés, e outro de R$ 21 mil, para financiar dois cafés e quatro almoços.

“O pior de tudo é saber que não é possível dizer se o prefeito está ou não comendo as frutas, porque não mostrou as informações necessárias. Não se trata de discutir o valor maior. Se fosse o caso, poderíamos trazer valores maiores do que os R$ 1,4 que o prefeito recebe de fruta diariamente”, disparou Elizeu.

O presidente da CPI, vereador Paulo Siufi (PMDB), tratou de encerrar a discussão, mas não deixou de colocar mais lenha na fogueira. Ele disse que a diferença fundamental estava no fato da Câmara ter feito com licitação, o que não aconteceu no caso do café da prefeitura. Siufi também fez questão de dizer que o café da Casa era necessário principalmente para atender casos como o do vereador Elizeu Dionízio, que hoje deixou de almoçar para fazer parte da reunião da CPI.

Jornal Midiamax