Política

Sob risco de ter bens penhorados, Bernal paga R$ 17,7 mil por abandonar causa

O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) pagou R$ 17.793,45 para um ex-cliente, que o contratou como advogado em uma causa em 2012, que o progressista foi acusado de abandonar. A dívida foi acertada na semana passada, após briga na Justiça. Bernal foi condenado pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) […]

Arquivo Publicado em 01/07/2013, às 15h16

None
1141089922.jpg

O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) pagou R$ 17.793,45 para um ex-cliente, que o contratou como advogado em uma causa em 2012, que o progressista foi acusado de abandonar. A dívida foi acertada na semana passada, após briga na Justiça.


Bernal foi condenado pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) por abandonar parcialmente a causa de um cliente, que acabou condenado. A Justiça determinou que ele pagasse pouco menos de R$ 3 mil, porém o prefeito deu o “calote”, e só quitou o débito depois de ser ameaçado de penhora de bens.


Confira o processo na íntegra no fim da matéria


No início de junho, a Justiça determinou que o prefeito pagasse R$ 2.965,58 referente aos honorários e mais R$ 14.827,87 para Nelso Vieira da Silva, cliente de Bernal. Se não acertasse a dívida, o progressista poderia ter os bens penhorados.


“Ele foi intimado na semana passada, e pagou o valor na íntegra logo depois, foi tudo acertado”, revelou  Lindomar Afonso Vilela, advogado de Nelso.


Briga judicial


A história começou em 2002, quando Bernal foi contratado para defender Nelso Vieira da Silva, acusado na época de homicídio doloso. Nelso alegou que o crime ocorreu por legítima defesa, mas acabou condenado, e acusou o advogado de abandonar o caso.


“Foi um clássico crime em legítima defesa, um ladrão entrou na casa do Nelso, e ele matou o rapaz com uma faca de cozinha. Mas, a defesa na época nem chamou testemunhas que viram tudo”, lamentou o advogado Lindomar.


Segundo consta nos autos judiciais, Nelso defende que Bernal não apresentou partes básicas do trabalho, como a defesa prévia, provas e alegações finais e sequer compareceu no plenário do Júri para a sessão de julgamento. O atual prefeito alegou que tudo fazia parte de “táticas de defesa”.


O juiz Juliano Rodrigues Vilela, da 14ª Vara Cível de Campo Grande, considerou que Bernal realizou parte da defesa do réu, porém realmente não compareceu ao Júri. O magistrado ainda refutou a dita “tática” do advogado, chamando-a de antiética.


Infarto


Bernal recorreu da decisão no TJ/MS, e mudou a tática de defesa. O agora prefeito alegou que sofreu um infarto justamente no dia do Júri de Nelso.


Confira o processo na íntegra clicando abaixo:

Jornal Midiamax