Política

Recaída de vereador constrange PMDB e levanta críticas a ‘oportunismo’ pró-Bernal

O diretório do PMDB bem que tentou “abafar o caso”, mas a declaração de independência do vereador Paulo Siufi (PMDB), avisando que não aceitará imposição do partido na relação com Alcides Bernal (PP), provocou constrangimento no PMDB, principal opositor ao prefeito. Os presidentes do PMDB preferem dizer que, oficialmente, não há nenhuma declaração que comprometa […]

Arquivo Publicado em 04/12/2013, às 12h28

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O diretório do PMDB bem que tentou “abafar o caso”, mas a declaração de independência do vereador Paulo Siufi (PMDB), avisando que não aceitará imposição do partido na relação com Alcides Bernal (PP), provocou constrangimento no PMDB, principal opositor ao prefeito.

Os presidentes do PMDB preferem dizer que, oficialmente, não há nenhuma declaração que comprometa Paulo Siufi. Porém, entre os colegas, o constrangimento é visível, visto que fica difícil dizer o que mudou para, de suspeito de improbidade, o prefeito passar a ser uma boa opção para a cidade.

O presidente da Câmara de Campo Grande, Mário César (PMDB), alerta que é preciso tomar cuidado na hora de tomar decisões, ainda que a política seja a arte do diálogo. “A política é a arte de conversar, mas tem que ter seriedade no comportamento e não aproveitar oportunidade. Política de oportunismo não cabe mais. Política tem que ser de maneira séria, coerente e construtiva e não de oportunidade. Quem se aproveita de oportunidade não constrói história política”, criticou.

O vereador questiona a mudança de comportamento por entender que uma decisão judicial favorável a Comissão Processante pode constranger quem queira, eventualmente, mudar de lado. “Quer dizer que se a Justiça cassar a liminar eu abandono o barco e volto pro outro lado. Para a Câmara não fica feio, mas individualmente falando, sim”, analisou.

O vereador Edil Albuquerque (PMDB) afirma que continua com o mesmo posicionamento sobre a administração. No entendimento dele, os questionamentos sobre a postura de filiados devem ser feitos aos presidentes do partido e aos protagonistas das desconfianças.

“Não vou entrar neste jogo. É da individualidade de cada um. A pergunta deve servir para o Jerson (presidente da Assembleia, Jerson Domingos-PMDB), Paulo (vereador Paulo Siufi-PMDB) e não para mim. Eu tenho minha posição. Para mim nada muda. Não funciona nada. Um ano de inércia na cidade. Neste ponto que tem que discutir. Não adianta discutir se o Paulo vai ou não. O que importa é desenvolvimento da cidade”, concluiu.

A presidente municipal do PMDB, vereadora Carla Stephanini, prefere não comentar a postura de Siufi ao falar em criar o G6, para ajudar na governabilidade de Bernal. Ela analisa apenas que qualquer postura a ser adotada por Siufi deve passar pelo partido, que tomará uma decisão em conjunto. A vereadora ressalta apenas que há muita coisa a ser esclarecida em relação aos atos do prefeito e entende que não há nada que mude o que já foi definido pelo partido.

Jornal Midiamax