Política

Puccinelli ‘privatiza’ por R$ 2,8 milhões serviço de limpeza e merenda nas escolas

Ao invés de cumprir a promessa e realizar concurso público para os administrativos da educação, o governador André Puccinelli (PMDB) terceirizou o serviço de limpeza e das merendeiras nas escolas. A empresa Guatós venceu a licitação no valor de R$ 2,8 milhões para realizar o serviço durante um ano. O Sintede (Sindicato dos Trabalhadores em Educação […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 17h30

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Ao invés de cumprir a promessa e realizar concurso público para os administrativos da educação, o governador André Puccinelli (PMDB) terceirizou o serviço de limpeza e das merendeiras nas escolas. A empresa Guatós venceu a licitação no valor de R$ 2,8 milhões para realizar o serviço durante um ano. O Sintede (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Campo Grande) promete realizar um ato de protesto contra a medida.

Segundo o presidente do sindicato, Wilds Ovando Pereira, a atitude de Puccinelli não era esperada pela categoria. “Em outubro de 2012, ele nos prometeu, em reunião na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) concurso público para professores e administrativo. Agora, sem nos avisar contrata essa empresa que não vai nem de longe suprir o déficit de pessoal nas escolas”, declarou.

Wilds conta que alguns dias antes de tomarem conhecimento do contrato com a Guatós, o sindicato estava em conversa com a secretária estadual de Educação, Nilene Badeca, para definir o concurso para os administrativos.

“Quando nos demos conta, a Guatós já havia levado R$ 2,8 milhões para fornecer 100 funcionários entre agentes de limpeza e merendeiras. Seria muito mais vantajoso para os cofres públicos realizar o concurso porque um funcionário que recebe inicialmente R$ 847,50, com 22% de previdência e 3,5% de plano de saúde sai para o Governo por R$ 1.063,00 cada. Pelo contrato com a Guatós o valor salta para R$ 2,4 mil cada um deles. Com esse valor dava pra contratar o dobro de funcionários concursados como prevê a Constituição”, frisou.

Segundo o presidente do sindicato, para suprir a carência das mais de 360 escolas estaduais seria necessário abrir concurso com pelo menos 1.800 vagas entre inspetores, merendeiras, faxineiras, secretárias e outros do quadro administrativo. Assim, Wilds afirma que ‘não há emergência nesses 100, já que nem de longe essa contratação vai resolver o problema’.

“Não há concurso para os administrativos há muito tempo. Hoje, pelo menos 200 pessoas se aposentam por ano nas escolas e esses que ficam acabam trabalhando por dois ou três o que gera atestados de saúde em excesso porque o corpo não agüenta a sobrecarga. Esse tipo de medida emergencial tem que acabar”, disparou.

Com validade de um ano, o contrato deverá ser encerrado em julho de 2014. Assim, o contrato deverá ser renovado automaticamente sob a justificativa de que não há possibilidade de abrir concurso público em ano eleitoral.

Inconformados, os servidores vão se reunir na próxima quinta-feira (11), às 9h, na praça do Rádio Clube, para uma grande manifestação. “Vamos protestar contra essa atitude do Governo de preferir valorizar as grandes empresas em detrimento dos servidores. Queremos mais valorização, concurso público e o fim das privatizações”, finalizou Wilds.


A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, mas não conseguiu obter resposta sobre a contratação.

Jornal Midiamax