Política

Puccinelli dá cargo de R$ 7 mil a assessor de Dagoberto para manter apoio do PDT em 2014

Governador continua distribuindo cargos especiais para tentar fazer sucessor no Governo do Estado

Arquivo Publicado em 30/03/2013, às 14h47

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Governador continua distribuindo cargos especiais para tentar fazer sucessor no Governo do Estado

O governador André Puccinelli (PMDB) continua distribuindo cargos do Governo do Estado. Ele usa cargos na Secretária de Governo para tentar manter partidos na base de apoio e torná-los aliados na sucessão dele em 2014. Agora, foi a vez do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) conseguir emplacar um ex-assessor no Governo do Estado.

Puccinelli nomeou Sérgio Roberto Castilho Vieira no cargo em comissão de Direção Superior e Assessoramento, DGA-1, na Secretaria de Estado. Sérgio Roberto era o principal assessor de Dagoberto quando ele era deputado federal e já foi presidente municipal do PDT em Dourados.

O posto de DGA-1 é dado por Puccinelli aos aliados mais importantes durante a eleição. Ele rende um salário que pode ultrapassar a casa de R$ 7 mil. Entre os ocupantes de cargos nesta função na governadoria estão ex-prefeitos e candidatos derrotados nas eleições em 2012. Eles são abrigados na Governadoria com função política e, segundo Puccinelli, não precisam “ficar com o bumbum” na cadeira para trabalhar.

O governador tenta agradar Dagoberto para tentar manter um aliado no PDT, mesmo que Dagoberto não tenha mais tanta força. O ex-deputado não é mais presidente do PDT. Enquanto esteve à frente do PDT, Dagoberto se manteve fiel a Puccinelli. Ele chegou a pedir cargos para manter o partido na base, mas Puccinelli prometeu e não cumpriu.

A atitude de Puccinelli desagradou Dagoberto, que para evitar constrangimento maior, anunciou que não queria mais os cargos. Apesar disso, não anunciou a saída da base do governador. O anúncio de independência coube ao deputado Felipe Orro (PDT), que ignorou a presença de Puccinelli na convenção do PDT e anunciou que o partido está livre para fazer alianças em 2014.

Felipe Orro fica no comando do PDT até João Leite Schimidt (PDT) assumir. Em entrevista ao Midiamax, Schimidt anunciou o caminho que pretende seguir à frente da sigla. “O PDT é um partido político, não é um clube privativo. Então, vai voltar a ser um partido onde todos têm direito a tudo”.

No mês passado o governador tentou amarrar o apoio do DEM. Ele deu posto de DGA-1 ao coordenador da campanha de Mandetta na disputa pela vaga na Câmara Federal, Hélio Mandetta Sobrinho.

Recentemente, o PTdoB cobrou espaço no Governo de Puccinelli, que não se negou a dar. Sem receio, Puccinelli assumiu que incha a administração para abrigar aliados e prometeu atender a todos com os cargos vagos nas 143 exonerações feitas no começo do ano. “Sem aumento de despesa, porque estou dentro da cota. Dentro daqueles 143 que foram mandados embora, tem vaga ainda”, explicou. “É comum reclamar. Mas, vocês sempre ouviram dizer que o governador André Puccinelli não abre mão de inchar a administração. Nem abdico. Os partidos podem indicar colaboradores, desde que não sejam ladrões, sejam competentes e trabalhem”, acrescentou.

Puccinelli tem cargos vagos no Procon e na Agepan. Os diretores foram exonerados para disputar a eleição de 2012 e também não retornaram. Puccinelli já ocupou boa parte das 143 vagas abertas com as exonerações do começo do ano. Na lista de abrigados estão os ex-secretários de Nelsinho Trad (PMDB), Rodrigo Aquino e Paulo Nahas, candidatos a vereador derrotados, Magali Picarelli, Mariano Cabreira e Waldemir Poppi, e candidatos a prefeito derrotados, como Solange Ohara, que perdeu a prefeitura de Corumbá para Paulo Duarte (PT).

Jornal Midiamax