Política

PT resiste à pressão de Puccinelli e adia criação de novas secretarias

A ordem do governador era apreciar o projeto ainda nesta semana para garantir o ex-prefeito Nelsinho Trad e o vereador Herculano Borges nos cargos a partir do dia 4 de abril.

Arquivo Publicado em 27/03/2013, às 15h48

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A ordem do governador era apreciar o projeto ainda nesta semana para garantir o ex-prefeito Nelsinho Trad e o vereador Herculano Borges nos cargos a partir do dia 4 de abril.

O PT resistiu, na sessão desta quarta-feira (27), à pressão do governador André Puccinelli (PMDB) e adiou a criação de três novas secretarias no Governo do Estado. A ordem do chefe do Executivo era apreciar o projeto ainda nesta semana para garantir o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e o vereador Herculano Borges (PSC) nos cargos a partir do dia 4 de abril.


Como a proposta foi lida na sessão de terça-feira (26), a base aliada dependia de acordo de líderes para aprovar hoje o projeto. A bancada do PT, no entanto, insistiu em adiar a votação por não ver motivos para validar o projeto no afogadilho.


“Se o governo funcionou seis anos e meio sem as secretarias, não será uma semana que atrapalhará a administração”, ponderou o deputado Pedro Kemp (PT). Para ele, é importante amplo debate sobre a necessidade da criação das três novas pastas.


Pela proposta de Puccinelli, a secretaria de Governo será dividida em duas para acomodar o ex-prefeito Nelsinho Trad e dar a vice-governadora status de secretária. Além disso, será criada a pasta da Juventude, que deverá ser comandada pelo vereador Herculano Borges.


“Sempre fui a favor da secretaria da Juventude. A pasta existia no governo do Zeca (PT) e o Puccinelli a extinguiu, mas, agora, parece que percebeu que o PT estava certo”, analisou Kemp. Por outro lado, o petista questiona a criação de duas outras secretarias.


“São medidas meramente políticas para alavancar as candidaturas ao governo dos aliados do governador”, disse o deputado em menção aos nomes de Nelsinho e Simone, pré-candidatos do PMDB à sucessão de Puccinelli.


O deputado Cabo Almi (PT) analisa da mesma maneira. “É pura reorganização do staff dele a fim de fortalecer o seu grupo político para enfrentamento nas eleições de 2014”, reforçou.


Até o líder do governo na Assembleia, deputado Júnior Mochi (PMDB), admitiu que o projeto tem foco político. “Todo governo é técnico e político”, comentou.


Com a reorganização administrativa, segundo Mochi, Nelsinho assumirá a secretaria das Relações Institucionais com os Municípios e Simone comandará a Casa Civil, com a missão de assumir a articulação política do governo com os Poderes.


“Será bom para os prefeitos ter uma ponte com o governo e ninguém mais habilitado para isso do que o Nelsinho, que foi prefeito duas vezes e sabe onde buscar os recursos para os municípios”, destacou o líder. Ele informou ainda que os Poderes também almejavam um nome para comandar as articulações com o Executivo.


Sobre o destino do então secretário de Governo, Osmar Geronymo, Mochi disse que a ele caberá acompanhar a execução do programa MS Forte a ser lançado em breve por Puccinelli. A previsão da base aliada é aprovar a criação das novas secretárias na próxima terça-feira (5), contrariando a intenção do governador de dar início aos trabalhos no dia 4 de abril. 

Jornal Midiamax