Política

Oposição critica pacto de Dilma e PT cobra ações de Puccinelli em resposta a protestos

Em reunião na segunda-feira (24), em Dourados, a CPI da Saúde constatou que o Hospital Universitário cobrou R$ 1,6 milhão da prefeitura por serviço que não executou. Os deputados também apuraram que o Governo do Estado repassa menos do que o previsto em lei à saúde. Enquanto isso, hospitais seguem sem leitos e com pessoas […]

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 18h32

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Em reunião na segunda-feira (24), em Dourados, a CPI da Saúde constatou que o Hospital Universitário cobrou R$ 1,6 milhão da prefeitura por serviço que não executou. Os deputados também apuraram que o Governo do Estado repassa menos do que o previsto em lei à saúde. Enquanto isso, hospitais seguem sem leitos e com pessoas deitadas em macas nos corredores aguardando atendimento.


Na sessão desta terça-feira (25) da Assembleia Legislativa, deputados do PSDB e do DEM criticaram o pacto da presidente Dilma Rousseff (PT) para mudar o Brasil e tentar acabar com as manifestações. Em resposta, petistas saíram em defesa da presidente e aproveitaram para cobrar do governador André Puccinelli (PMDB) e de prefeitos um plano para reagir à onda de protestos e atender o anseio da população.


Para o deputado Rinaldo Modesto (PSDB), além de inconstitucional, a proposta de plebiscito para autorizar a convocação de Assembleia Constituinte específica a fim de fazer a reforma política, vai gerar despesas dispensáveis ao País.


“Juristas dizem que a proposta é inconstitucional e, se a presidente tivesse tanta boa vontade, bastava apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e exigir urgência na votação”, disse o tucano. “Ela não tem a grande maioria na Casa? Então seria fácil aprovar”, emendou. “Sem contar que um plebiscito vai gerar gastos no valor de uma eleição”, concluiu.


Na opinião de Rinaldo, o povo esperava de Dilma medidas a curto prazo e não a médio prazo. “O povo quer mais hospitais, mais médicos e mais segurança”, finalizou.


O deputado Zé Teixeira (DEM) cobrou mais pulso de Dilma e o fim dos privilégios. “Está na hora de a presidente ter mais pulso, chamar o judiciário e exigir celeridade e parar de passar a mão na cabeça deles”, comentou.


Zé Teixeira também rechaçou a cobrança de Dilma por ações dos governadores e prefeitos em reação aos protestos.  “O dinheiro está todo centralizado no Governo Federal, onde prefeitos e governadores vivem de pires na mão”, disse.


Para finalizar, ele avaliou que existem muitos privilégios no país. “É uma vergonha nacional, depois de dar casa, dar R$ 5 mil para o povo comprar móveis. Isso incentiva a desocupação, o que precisar é dar oportunidade de trabalho”, defendeu.


O outro lado


Em resposta, o deputado Pedro Kemp (PT) frisou que a presidente não está dando R$ 5 mil, mas financiando o investimento. “É o mesmo que a reforma agrária, prometem e não cumprem, assim será esse financiamento, pegam e ninguém pagará”, rebateu Zé Teixeira.


Ainda em defesa da presidente, Kemp destacou a iniciativa da presidente em tentar apresentar soluções para o País. Ele ainda ressaltou a necessidade de governadores e prefeitos seguirem os passos de Dilma. “Tem que ter a adesão de todos em torno de uma força tarefa”, afirmou.


Para ele, é possível seguir o exemplo do Governo Federal e reduzir impostos. “Porque prefeitos não aproveitaram a queda de impostos federais em cima do transporte para reduzir a tarifa?”, indagou. “Foi preciso o protesto ocorrer para eles repassarem as vantagens à população”, acrescentou.


Kemp ainda defendeu o debate em torno do monopólio do transporte, sobre os lucros da empresa e, principalmente, sobre a qualidade do serviço prestado. O deputado Amarildo Cruz (PT) fez coro ao discurso e cobrou respostas de todos os políticos. “O governador e os prefeitos também precisam anunciar um pacto”, ressaltou.


Sobre a proposta de plebiscito para autorizar a convocação de Assembleia Constituinte específica a fim de fazer a reforma política, Amarildo justificou a sugestão de Dilma à inércia do Congresso Nacional. “Precisa o povo fazer o que o Congresso não quer fazer”, avaliou.


Líder do governo na Assembleia, o deputado Júnior Mochi (PMDB) disse que o governador André Puccinelli (PMDB) “também entende que colocações devem ser feitas”. Ele, no entanto, não sabe de nenhum plano de ação em discussão no Executivo. “A maior fatia do bolo tributário fica no Governo Federal”, disse para afastar a chance de redução da carga tributária por parte do Executivo Estadual.

Jornal Midiamax