Política

Na busca por aliados, Bernal promete conversa individual e em grupo com vereadores

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), garantiu que no dia 15 de fevereiro estará na Câmara de Campo Grande para participar da abertura dos trabalhos dos vereadores. Antes disso, o prefeito promete conversar com todos os vereadores, em grupo ou individualmente, para falar sobre governabilidade. Bernal entende que não deve oferecer espaço no […]

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 12h52

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O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), garantiu que no dia 15 de fevereiro estará na Câmara de Campo Grande para participar da abertura dos trabalhos dos vereadores. Antes disso, o prefeito promete conversar com todos os vereadores, em grupo ou individualmente, para falar sobre governabilidade.

Bernal entende que não deve oferecer espaço no governo em troca do apoio de vereadores, mas diz que fará um esforço “sobre-humano” para manter o diálogo e conquistar novos aliados. “Os vereadores têm que ser conscientes que estão lá para defender o povo”.

Embora diga que tentará o diálogo, o prefeito voltou a criticar os vereadores do grupo adversário. “Os vereadores que apoiaram o Giroto (deputado federal Edson Giroto-PMDB) têm que ter consciência de que perderam a eleição e começarem a trabalhar a favor do Município”.

A crise entre Bernal e os vereadores do grupo que apoiou Giroto começou bem antes do prefeito ser eleito, quando os parlamentares protestaram contra as críticas feitas por ele a antiga administração, do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Para eles, as promessas feitas por Bernal eram impossíveis de serem cumpridas.

Com a vitória de Bernal, o clima de campanha continuou e foi agravado com o afastamento dele dos vereadores eleitos. A distância fortaleceu os opositores do prefeito, que aproveitaram para aprovar projetos avaliados por Bernal como para “engessar” a administração.

A situação ficou ainda pior quando os vereadores ligados a Giroto mostraram que continuam unidos e venceram o prefeito na Câmara, derrotando a indicada dele para presidência, Rose Modesto (PSDB), e elegendo o indicado do governador André Puccinelli (PMDB), vereador Mário César (PMDB). A eleição de Mário César contribuiu para o distanciamento e a troca de farpas, que parece não ter fim.

Jornal Midiamax