Política

Magali Picareli diz que ficou ‘arrepiada’ com cassação do vereador Mário César

A ex-vereadora Magali Picarelli (PMDB) disse que ficou arrepiada com a notícia de cassação do mandato de vereador do presidente da Câmara, Mário César (PMDB). Isso porque ela é a primeira suplente da chapa, ou seja, com a saída dele, Magali é conduzida automaticamente à vaga. Nas ultimas eleições ela não conseguiu se reeleger e […]

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 12h24

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A ex-vereadora Magali Picarelli (PMDB) disse que ficou arrepiada com a notícia de cassação do mandato de vereador do presidente da Câmara, Mário César (PMDB). Isso porque ela é a primeira suplente da chapa, ou seja, com a saída dele, Magali é conduzida automaticamente à vaga. Nas ultimas eleições ela não conseguiu se reeleger e ficou fora da Casa de Leis aguardando acomodações que não chegaram a ser concretizadas.

Magali declarou que não estava sabendo. “Não estou sabendo. Fiquei até arrepiada com a notícia em si, do Mário ser cassado”, disse. Segundo Magali, ao invés de ficar feliz, fica chateada, apesar da saída do vereador abrir a vaga.

A juíza Eleitoral, Elisabeth Rosa Baisch, cassou o mandato de vereador. A sentença foi publicada hoje no Diário Oficial da Justiça Eleitoral desta terça-feira (25). Ele foi condenado por compra de votos por meio de distribuição de combustível nas eleições de 2012. A pena aplicada pela magistrada é perda imediata do mandato, ficar inelegível por oito anos e pagar multa de 50 mil UFIR (R$ 53 mil de multa).

Conforme a sentença, ficou comprovado por meio de investigação da Polícia Federal, que Mário César pagou R$ 55 – o equivalente a 20 litros de gasolina – para o auxiliar de departamento pessoal, André Cabanha Paniago Almada, colocar o adesivo grande do candidato no Fiat Palio.

Acomodações

Outras possibilidades de Magali voltar ao cenário político vinham sendo agilizadas, pelo partido desde que ela perdeu as eleições. Uma delas seria se a vereadora eleita Carla Stephanini (PMDB) assumisse uma Secretaria no Governo. Entretanto, Carla não quis a secretaria, tirando a chance da primeira suplente do partido continuar como vereadora.

Outras acomodações foram tentadas pelo governador André Puccinelli (PMDB), mas Magali ficou no sereno até agora. O próprio Mario César chegou a ser sondado no início do ano para assumir um cargo no Governo e liberar a vaga para Magali, mas se recusou. Assim Puccinelli não pode cumprir a promessa de acomodar a vereadora que ficou fora da Casa de Leis por 10 votos.

Ela só conseguiria a vaga com a saída de um dos sete vereadores eleitos pela coligação entre PR e PMDB: Carla Stephanini, Paulo Siufi (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Mário César (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Grazielle Machado (PR) ou Jamal Salém (PR).

Jornal Midiamax