Política

Falta de Jamal, que ajudou Bernal, deixa colega do PMDB indignado e será investigada

O plenário foi lotado por sindicalistas pró-Bernal que, segundo a vereadora aliada Luíza Ribeiro (PPS), foram 'convidados'

Arquivo Publicado em 08/10/2013, às 14h18

None

O plenário foi lotado por sindicalistas pró-Bernal que, segundo a vereadora aliada Luíza Ribeiro (PPS), foram ‘convidados’

A falta do vereador Jamal Salém (PMDB) à sessão desta terça-feira (8), que beneficiou o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), deixou os oposicionistas indignados. Paulo Siufi (PMDB), questionado sobre a ‘proximidade’ que mantém com Jamal, foi ácido: “Era próximo. Eu só preciso saber porque ele não veio, pois havia dito que viria”.


Com a falta providencial de Jamal, a sessão ficou tumultuada. Além disso, o plenário foi lotado por sindicalistas pró-Bernal que, segundo a vereadora aliada Luíza Ribeiro (PPS), foram convidados. Houve troca de acusações, vaias e até moedas foram jogadas nos vereadores, levando ao encerramento da sessão sem a votação.


Bernal saiu beneficiado. A comissão processante que deveria ser aberta nesta sessão pode levar ao afastamento e até à cassação do prefeito, mas foi adiada mais uma vez.


Segundo Paulo Siufi, o envio das ‘torcidas organizadas’ para defender o prefeito revelaria medo da investigação. “Quem está manifestando são os mesmos de sempre. Se eles não devem, não deveriam temer. Se não têm problema a esconder, abre a comissao, investiga e pronto”, alfinetou.


Sobre o episódio das moedas que foram jogadas em alguns vereadores, Siufi foi irônico. Ele observou que eram moedas antigas, e questionou: “Quem guarda em casa sacos de moeda? Devem ser os mesmos que compram apartamentos e pagam com dinheiro vivo”.


A falta de Jamal Salém (PMDB), considerada o pivô da crise para a oposição ao prefeito Alcides Bernal, deve ser alvo de investigação na Câmara. Segundo colegas, o vereador ‘falta muito’ e a presidência será provocada para averiguar a situação.

Jornal Midiamax