Política

Escolha de vereador para ocupar secretaria gera ciumeira na Assembleia

A escolha do vereador Herculano Borges (PSC) para ocupar a futura secretaria da Juventude no governo de André Puccinelli (PMDB) gerou ciumeira na Assembleia Legislativa. Oficialmente, ninguém se manifestou, mas nas rodinhas de conversas as queixas foram muitas. Os mais incomodados eram os parlamentares mais jovens e com base eleitoral em Campo Grande. Isso porque […]

Arquivo Publicado em 27/03/2013, às 17h55

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A escolha do vereador Herculano Borges (PSC) para ocupar a futura secretaria da Juventude no governo de André Puccinelli (PMDB) gerou ciumeira na Assembleia Legislativa. Oficialmente, ninguém se manifestou, mas nas rodinhas de conversas as queixas foram muitas.


Os mais incomodados eram os parlamentares mais jovens e com base eleitoral em Campo Grande. Isso porque eles imaginavam ter as mesmas condições de Herculano para ocupar o cargo e mais tempo de “fidelidade” a Puccinelli para merecer a promoção.


Segundo deputados, que pediram para não serem identificados a fim de evitar mal-estar, o mais chateado era o deputado Márcio Fernandes (PTdoB), vice-líder do governo na Assembleia e conhecido como o “queridinho” do governador.


Apesar da suposta insatisfação, Fernandes não deixou a “fidelidade” de lado e foi um dos que mais se empenhou para tentar convencer a bancada petista a aceitar acordo de líderes a fim de aprovar em regime de urgência projeto criando a secretaria da Juventude e outras duas. Apesar da pressão, a oposição manteve a negativa e adiou a votação.


Também teriam reclamado da escolha de Herculano deputados do PMDB e do PP. Eles não conseguiram entender o motivo de tanta valorização a um vereador do nanico PSC. Alguns até cogitaram a tentativa do governador de aproximação com o senador Delcídio do Amaral (PT), que tem como primeiro suplente Pedro Chaves, do mesmo partido de Herculano.


Ainda de acordo com parlamentares, o principal motivo da suposta insatisfação dos aliados seria a intenção de Herculano disputar, em 2014, uma vaga na Assembleia Legislativa. Na secretaria, ele terá a chance de ordenar despesas e agradar suas bases eleitorais, coisa que deputado precisa lutar muito para conseguir.


Atualmente, eles contam com R$ 800 mil para indicar por meio das emendas parlamentares. Às vezes, nem escolher bem os deputados podem, diante da determinação dos gastos feita por Puccinelli. Fernandes, ainda conforme colegas de Casa, também estaria com medo de perder para Herculano o posto de “queridinho” número um do governador.

Jornal Midiamax