Política

Bernal diz que recebeu caixa da prefeitura com R$ 800 mil negativos

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), disse na tarde desta segunda-feira (21) que recebeu o caixa da Prefeitura de Campo Grande no vermelho. Segundo Bernal, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) entregou a prefeitura com R$ 5 milhões no caixa e R$ 5,8 milhões em restos a pagar, o que gerou R$ 800 mil […]

Arquivo Publicado em 21/01/2013, às 18h11

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O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), disse na tarde desta segunda-feira (21) que recebeu o caixa da Prefeitura de Campo Grande no vermelho. Segundo Bernal, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) entregou a prefeitura com R$ 5 milhões no caixa e R$ 5,8 milhões em restos a pagar, o que gerou R$ 800 mil negativos na conta.

Bernal explicou que para contornar o problema precisou exigir uma produção maior dos servidores, com um custo muito menor. O prefeito também lembrou que foi prejudicado por vereadores da legislatura antiga, que aprovaram projetos que reduziram receita e aumentaram despesas.

Em entrevista ao Midiamax o prefeito explicou que tinha como objetivo reduzir de R$ 250 milhões para R$ 200 milhões o valor gasto em despesa com pessoal, criando uma máquina com menos despesa e mais eficiência.

“O Wilton recebe um salário só e cumpre com tranquilidade duas funções. Vamos enxugar gastos. O engessamento provocado pela Câmara, com aumento de despesa e redução de receita, acabou fazendo com que a gente tenha que fazer um esforço maior”, justificou o prefeito. Wilton Edgar Sé e Silva foi nomeado por Bernal para exercer o cargo de coordenador de Administração e Finanças, símbolo DCA-4, na Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação e para assumir, interinamente, a função de diretor de administração e finanças da Agência Municipal de Habitação.

Versão de Nelsinho

Antes de entregar a prefeitura Nelsinho informou que deixou R$ 243,1 milhões em caixa para Bernal. Segundo o ex-prefeito, R$ 23,9 milhões destes recursos eram da fonte do Tesouro, que poderiam ser gastos como o prefeito eleito achar mais conveniente, com obras ou custeio, por exemplo. Segundo Nelsinho, ficariam para o próximo prefeito o total de R$ 25,2 milhões para restos a pagar.

Jornal Midiamax