Política

Barganha de cargos para segurar mandato leva a novo pedido para afastar Bernal

Foi protocolado nesta segunda-feira novo pedido de afastamento, com argumento de que o prefeito estaria negociando cargos em troca de apoio para impedir cassação.

Arquivo Publicado em 04/11/2013, às 19h56

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Foi protocolado nesta segunda-feira novo pedido de afastamento, com argumento de que o prefeito estaria negociando cargos em troca de apoio para impedir cassação.

Luiz Pedro Guimarães e Raimundo Nonato protocolizaram nesta segunda-feira (4) na Câmara de Campo Grande novo pedido de afastamento imediato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, enquanto ele é avaliado pela Comissão Processante. Os dois alegam no pedido que Bernal pode usar o cargo de prefeito e as várias cadeiras vagas do alto escalão para barganhar apoio e não ser cassado.


“Isso pode prejudicar o desenvolvimento do trabalho da comissão processante. O mesmo comportamento que Bernal teve com o vereador Chocolate ele teve comigo quando assumiu o partido. Não só comigo, mas com outros que ele colocou para fora”, diz Luiz.


Tanto Luiz quanto Raimundo já foram integrantes do PP, partido presidido pelo prefeito de Campo Grande. Contudo, eles afirmam que não fazem mais parte da legenda e que os pedidos não têm motivação política.


“O medo é que os vereadores sofram pressão e que o julgamento da comissão não seja justo por troca de cargos. Temos que resguardar o direito de um julgamento imparcial, independente de favores políticos. Bernal tem essa mania de intimidar as pessoas”, afirmou.


Segundo o pedido, o prefeito chamou os vereadores de “ineptos” , afirmando que não havia nada de errado a administração. “Se não há, ele precisa provar. Mas não é saudável que continue no cargo enquanto isso. No momento em aparece um parecer do Tribunal de Contas dizendo que a Mega Serv não era apta a assinar o contrato e ele publica já prova que tem alguma coisa errada nessa administração”, disse Nonato.


“A cidade está parada por essa mania de perseguição dele. O setor produtivo, as pessoas não veem a mudança que ele prometeu. E ele só culpa a perseguição. A comissão está aí para que ele prove que não está parado”, afirmou Raimundo.


Os dois são autores de um dos pedidos de cassação do prefeito Alcides Bernal, também protocolado na Câmara de Campo Grande no dia 30 de setembro deste ano.

Jornal Midiamax