Política

Vice-presidente do PMDB deixa secretaria para segurar partido ao lado de Zauith

O vice-presidente do diretório municipal do PMDB de Dourados, engenheiro civil Antônio Nogueira, anunciou que deixará, nesta quarta-feira (04), a secretaria de Planejamento da administração do prefeito Murilo Zauith (PSB) para “fazer política”. O dirigente lidera a ala do PMDB favorável à manutenção da aliança com o atual líder do Executivo douradense. Por outro lado, […]

Arquivo Publicado em 02/04/2012, às 17h47 - Atualizado em 18/07/2020, às 00h36

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O vice-presidente do diretório municipal do PMDB de Dourados, engenheiro civil Antônio Nogueira, anunciou que deixará, nesta quarta-feira (04), a secretaria de Planejamento da administração do prefeito Murilo Zauith (PSB) para “fazer política”. O dirigente lidera a ala do PMDB favorável à manutenção da aliança com o atual líder do Executivo douradense.


Por outro lado, a vereadora Délia Razuk e os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende defendem candidatura própria do PMDB. Os três disputam indicação interna do partido para concorrerem à prefeitura do segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul.


Cautela


Em declarações à imprensa, o governador André Puccinelli (PMDB) se mostra cauteloso ao ser questionado sobre as eleições no município. Enquanto os pré-candidatos do PMDB garantem a presença de Puccinelli no palanque, o governador desconversa e afirma que só se posicionará no mês de junho, período das convenções partidárias.


Murilo Zautih exerceu o cargo de vice-governador do Estado durante o primeiro mandato de André Puccinelli. À época no DEM, Zauith também esteve ao lado do peemedebista nas eleições de 2010, quando concorreu ao Senado Federal na coligação encabeçada pelo governador.


Embate poderá ser prejudicial


Para Antônio Nogueira, o embate entre as legendas nestas eleições poderá ser prejudicial para a imagem do município, desgastada desde a operação Uragano, que prendeu além do ex-prefeito Ari Artuzi, o vice-prefeito Carlinhos Cantor, vereadores, secretários municipais e empresários.


“Irei entregar a minha carta de demissão na quarta-feira para fazer política e tentar manter a coligação que elegeu Murilo Zauith prefeito. Dourados precisa de mais um período de calmaria”, afirmou o vice-presidente do PMDB.


PMDB poderá indicar vice

A saída de Antônio Nogueira do primeiro escalão da Prefeitura de Dourados corresponde à norma de descompatibilização prevista na legislação eleitoral. A determinação é para que gestores públicos que ocupem funções comissionadas e pretendem disputar cargos eletivos se afastem até o dia 6 de abril.


O secretário de Planejamento, no entanto, afirmou que sua saída da administração não está ligada diretamente a pretensão de concorrer a um cargo. “Vou buscar a manutenção da aliança, havendo a possibilidade de me candidatar à vice estarei dentro do prazo legal para isso”, comentou Nogueira.


O PT, inclusive, aceitaria abdicar da vaga nestas eleições de olho em um apoio do prefeito douradense nas eleições para o Governo do Estado, em 2014. Para abrir mão da candidatura própria, setores do PMDB reivindicam a indicação do vice. 


Segundo Antônio Nogueira, segmentos do partido tem manifestado interesse em continuar ao lado de Murilo Zauith. “Eu vejo essa possibilidade e outras pessoas dentro do partido convergem dessa ideia”, frisou.


Insistência


Antônio Nogueira afirmou ainda que o desejo dos três pré-candidatos do PMDB disputarem as eleições “é legítimo”. “Mas eu vejo que da aspiração dessas três pessoas, apenas um, o Geraldo [Resende] é quem tem insistido, dos outros dois eu não vejo muita insistência”, declarou.


O deputado federal Geraldo Resende, por sua vez, comentou que o partido “não vai ter como justificar se o PMDB sustar novamente” sua candidatura na disputa pela Prefeitura de Dourados.


Para o secretário de Planejamento, o PMDB não será desmerecido caso opte pela continuidade da sigla na administração de Zauith. “Democraticamente eu vejo na coligação um melhor caminho, já que a coligação também é um instrumento democrático. Não é demérito nenhum”, pontuou.

Jornal Midiamax