Política

Sem retratação pública de Esacheu, Marquinhos e Fábio Trad vão deixar o PMDB

O impasse começou no sábado passado, em ato do PMDB Mulher, quando Esacheu declarou apoio a candidatura da vice-governadora Simone Tebet ao Governo do Estado, em 2014. Assim, ele simplesmente ignorou o pleito de o prefeito Nelsinho Trad, irmão da Fábio e Marquinhos, concorrer à sucessão do governador André Puccinelli

Arquivo Publicado em 06/03/2012, às 17h41

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O impasse começou no sábado passado, em ato do PMDB Mulher, quando Esacheu declarou apoio a candidatura da vice-governadora Simone Tebet ao Governo do Estado, em 2014. Assim, ele simplesmente ignorou o pleito de o prefeito Nelsinho Trad, irmão da Fábio e Marquinhos, concorrer à sucessão do governador André Puccinelli

Sentindo-se ofendidos de “pé sujo” pelo presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, os deputados federal Fábio Trad e estadual Marquinhos Trad prometem deixar o partido se o dirigente não se retratar publicamente. Esacheu, porém, não demonstra ceder. Ele não gostou nenhum pouco de ter sido chamado de “pé frio”.


O impasse começou no sábado passado (3), em ato do PMDB Mulher, quando Esacheu declarou apoio à candidatura da vice-governadora Simone Tebet ao Governo do Estado, em 2014. Assim, ele simplesmente ignorou o pleito de o prefeito Nelsinho Trad, irmão de Fábio e Marquinhos, concorrer à sucessão do governador André Puccinelli.


Em resposta, Fábio disse e foi publicado no blog do jornalista Marco Eusébio, que “a fama do Esacheu, que é pública, é que um pé dele sempre ficou no polo norte e outro no deserto do Saara”. “Depois que ele se aposentou do MPE (Ministério Público Estadual), assumiu o Operário e o Clube faliu, na sequência foi para Santa Casa, que, pouco depois, teve que fechar as portas”, explicou Marquinhos.


Ao mesmo tempo, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), primo dos Trad, ironizava na rede social: “Esaquém?”.


Em nota, o presidente regional do PMDB veio com tudo: “melhor ter os pés frios de caminhar sobre a neve limpa do que os pés quentes sujos do esterco da má política; 2) Melhor não ser reconhecido por certa figura política com a qual de fato não compartilho de ideais e tampouco de suas praticas de gestão, (…), 3) Não vou permitir que o processo eleitoral se transforme em tristes episódios da última eleição para a OAB quando um candidato reconhecidamente vitorioso foi levado a derrota por praticas de brigas de rua”. Fábio já foi presidente da OAB e não conseguiu eleger seu sucessor.


Fábio e Marquinhos sentiram-se ofendidos com as palavras. “Quer dizer se alguém me dá um bofetada e eu rebato com um tiro, só eu tenho a culpa”, comentou o assessor de Esacheu, por telefone. O próprio Código Penal diferencia e muito bem as penas para lesão corporal e homicídio. Por isso, os deputados querem retração pública, caso contrário, prometem deixar o PMDB por perseguição. “Essa história precisa de um desfecho”, cobrou Marquinhos. “Se tenho pé sujo é de tanto andar nos bairros”, concluiu.


Esacheu ainda disse ter feito apenas “um discurso em ambiente interno do PMDB (…), prestei homenagem a uma mulher que ocupa o segundo maior cargo do Estado, (…)”.


Fábio até cogita ir à Direção Nacional do PMDB para cobrar o afastamento de Esacheu da presidência do partido. Marquinhos disse que vai interpelar ele na Justiça. “Quando o Esacheu fala em “pé sujo”, ele põe no plural”, frisou o deputado estadual.


Marquinhos apoia Azambuja


Insatisfeito com o rumo do PMDB, principalmente, por conta da escolha do deputado federal Edson Giroto (PMDB) para concorrer a prefeito da Capital, Marquinhos ainda avisou que apoiará o presidente regional do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues na eleição. “Se o Antonio João não disputar, apoio o Reinaldo Azambuja (PSDB)”, emendou.


Nos bastidores, peemedebistas acusam Marquinhos de infiel, rebelde. O deputado estadual demonstra não se importar muito. “Em 2010, teve carreata do Giroto e do Delcídio (senador Delcídio do Amaral-PT) no interior do Estado”, observou Marquinhos, sobre a suposta “dobradinha”, dos “rivais”, na eleição passada.


Jornal Midiamax