Política

Para atingir PSDB, Puccinelli estuda o retorno de Marun à Assembleia no lugar de Rinaldo

Aliado histórico do PMDB, os tucanos prometem romper a aliança e entrar na corrida pela sucessão de Nelsinho Trad, ameaçando a hegemonia dos peemedebistas na Capital

Arquivo Publicado em 16/04/2012, às 17h10

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Aliado histórico do PMDB, os tucanos prometem romper a aliança e entrar na corrida pela sucessão de Nelsinho Trad, ameaçando a hegemonia dos peemedebistas na Capital

De olho na disputa pela prefeitura da Capital, o governador André Puccinelli (PMDB) discute a possibilidade de o secretário estadual de Habitação e Cidades, Carlos Marun (PMDB), retornar à Assembleia Legislativa. Com a volta do peemedebista, o primeiro suplente da coligação, professor Rinaldo Modesto (PSDB), perderia a vaga de deputado estadual.


“O Rinaldo tem base eleitoral na Capital e não há como negar que ele terá peso político na disputa pela sucessão da prefeitura”, ponderou Marun. Aliado histórico do PMDB, o PSDB promete romper a aliança e entrar na corrida pela sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), com a candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB).


“Política é feita de encontros e desencontros e a tendência é o PMDB e o PSDB viver um desencontro na eleição em Campo Grande”, ressaltou Marun, cabo eleitoral do deputado federal Edson Giroto (PMDB) na disputa eleitoral.


Por isso, ele confirmou a chance de deixar a secretaria para reassumir sua vaga de deputado estadual. “Por enquanto, não existe nada de concreto, mas a possibilidade realmente existe”, disse.


Segundo Marun, o assunto foi tratado há 15 dias com o governador. “O André cogitou a possibilidade de eu reassumir na Assembleia e lhe disse estar pronto”, contou o secretário. “Gosto tanto de ser deputado quanto secretário”, acrescentou.


Marun informou ainda que nada acontecerá antes de junho, período das convenções para ratificar as pré-candidaturas. “Até lá, muito coisa poderá acontecer, tem muito água para rolar”, comentou.


Indagado se sua saída da secretaria por questões políticas não poderia atrapalhar os projetos em andamento, Marun frisou ter um quadro de funcionários capaz de tocar a pasta sem causar prejuízos.

Jornal Midiamax