Política

Justiça decreta prisão preventiva do presidente da Câmara de Bonito

Nandinho dos Correios vai permanecer preso por tempo indeterminado. Já para o assessor Francisco Miguel, a JUstiça arbitrou fiança.

Arquivo Publicado em 17/09/2012, às 14h49

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Nandinho dos Correios vai permanecer preso por tempo indeterminado. Já para o assessor Francisco Miguel, a JUstiça arbitrou fiança.

A Justiça determinou na manhã desta segunda-feira (17) a prisão preventiva do presidente da Câmara Municipal de Bonito, vereador Reginaldo dos Reis Nunes da Rocha. Com a medida, o vereador conhecido como “Nandinho dos Correios” vai permanecer na cadeia por tempo indeterminado. Já para o assessor Francisco Miguel, a Justiça arbitrou fiança no valor de dois salários mínimos ou R$ 1.244,00.

De acordo com o delegado da polícia Civil de Bonito, Roberto Gurgel, o pedido foi feito para garantir da ordem pública e a instrução criminal. “No meu entendimento e no da Justiça, ele estando em liberdade poderia prejudicar as investigações, uma vez que exerce influência sobre as possíveis testemunhas e tem acesso a documentos que poderão ser requisitados”, explicou.

No caso do assessor Francisco Miguel, Gurgel informou que assim que for paga a fiança ele imediatamente poderá ser posto em liberdade. Agora o delegado de Bonito tem 10 dias para concluir as investigações e encaminhar o inquérito ao Ministério Público a fim de que seja oferecida denúncia criminal contra o presidente da Câmara.

Aliada a essa denúncia, a promotoria de Justiça eleitoral também abriu procedimento de investigação, uma vez que há indícios de que os valores exigidos por Nandinho seriam utilizados na campanha eleitoral, a que ele concorre à reeleição.

A prisão

Nandinho e Francisco foram presos na última sexta-feira (14), autuados em flagrante pelo crime de concussão, que é a extorsão praticada por servidor público, no exercício de suas funções ou em razão delas. De acordo com investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o vereador estaria exigindo cerca de R$ 2,5 mil para liberar uma diferença salarial de R$ 49 mil a que nove vereadores e ex-vereadores da legislatura de 2004/2008 têm direito.

Segundo o coordenador do grupo, promotor de Justiça Marcos Alex Vera, há indícios suficientes para uma denúncia criminal. No dia da prisão, uma ex-vereadora que participou das investigações marcou com o presidente da Câmara de fazer o pagamento. As notas foram fotocopiadas no dia anterior.

Reginaldo recebeu o dinheiro, saiu do prédio, entregou para o assessor e pediu para que ele guardasse o montante até a hora do almoço. Contudo, os dois foram presos logo em seguida. A pena prevista para o crime de concussão é de 2 a 8 anos de reclusão mais multa. (Com informações da assessoria do MPE)

Jornal Midiamax