Política

Com novas representações, PMDB dá continuidade à batalha jurídica contra Bernal

Govenistas acusam o candidato adversário de propaganda eleitoral antecipada. Bernal, por sua vez, alega perseguição e cita lista de irregularidades cometidas pelo candidato do PMDB

Arquivo Publicado em 18/07/2012, às 20h10

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Govenistas acusam o candidato adversário de propaganda eleitoral antecipada. Bernal, por sua vez, alega perseguição e cita lista de irregularidades cometidas pelo candidato do PMDB

Depois de pedir a impugnação da candidatura a prefeito do deputado estadual Alcides Bernal (PP), a coligação Mais Trabalho por Campo Grande, comandada pelo PMDB, ingressou, nesta terça-feira (17), na Justiça Eleitoral com três novas representações contra o candidato, que alega perseguição. Os governistas acusam Bernal de propaganda eleitoral antecipada.


Segundo o advogado da coligação, Valeriano Fontoura, o deputado usou seu programa diário na rádio para promover sua então pré-candidatura a prefeito. “No dia 27 de junho, ele apresentou aos ouvintes sua pré-candidatura e classificou a campanha como a luta do tostão contra o milhão e ainda destacou ter boas propostas para Campo Grande”, relatou. “Isso é propaganda eleitoral subliminar”, completou o advogado.


Em reposta, Bernal disse “não ser louco de desrespeitar a Justiça” e enfatizou que em nenhum momento pediu votos, o que em período pré-eleitoral é proibido. Ainda segundo ele, quem não obedeceu as regras foi o candidato governista, deputado federal Edson Giroto (PMDB). “Não fui eu quem distribuiu milhares de adesivos pela cidade com o dizer, ‘Siga Giroto’. Isso sim é propaganda eleitoral subliminar”, disparou.


Ainda segundo Bernal, as irregularidades não pararam por ai. “Tem filmagens de reunião política do candidato governista com servidores comissionados da prefeitura da Capital, que foram obrigados a participar dos encontros, onde o Giroto apresentava seu nome para concorrer a prefeito”, relatou. “Sem contar às vezes que o governador André Puccinelli (PMDB) e o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) o levaram a tira colo em agendas oficiais para promovê-lo, tudo isso em período pré-eleitoral”, emendou.


Pesquisa sem registro


Na outra representação, a coligação Mais Trabalho por Campo Grande acusa Bernal de divulgar, também em seu programa na rádio, pesquisa sem registro. “Ele disse aos ouvintes que naquele momento no programa Hoje em Dia da rede Record pesquisa teria sido divulgado, destacando que seria eleito o prefeito de Campo Grande”, contou o advogado.


Bernal, por sua vez, frisou que a mesma pesquisa foi divulgada por diversos meios de comunicação do Estado e ainda lembrou de diversas citações de Puccinelli sobre outros levantamentos. “O governador cansou de divulgar em entrevistas pesquisas e até adiantou resultado de levantamento que foi publicado em sites da Capital”, comentou.


Diante das contradições dos governistas, Bernal tem certeza de ser alvo de perseguição dos governistas. “Como o candidato deles não tem votos, tentam ocupar meu tempo com problemas judiciais para me tirar das ruas”, concluiu.

Jornal Midiamax