Política

Câmara ignora pressão de Puccinelli e articula presidência com base e oposição

Para muitos dos eleitos pelo grupo, a coligação acabou no dia 28 de outubro, quando o novo prefeito foi escolhido

Arquivo Publicado em 31/10/2012, às 12h03

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Para muitos dos eleitos pelo grupo, a coligação acabou no dia 28 de outubro, quando o novo prefeito foi escolhido

O presidente da Câmara de Campo Grande, Paulo Siufi (PMDB), já informou que na segunda-feira (5) os 21 vereadores eleitos pelo grupo do PMDB se reunirão com o governador André Puccinelli (PMDB) e com o candidato derrotado, Edson Giroto (PMDB), para decidir o futuro na Câmara Municipal em 2012.

Siufi espera que na reunião os vereadores digam se pretendem manter o grupo ou se vão por caminhos independentes. Ao que tudo indica, a tão sonhada oposição com 21 vereadores deve se desmanchar bem antes da chegada de 2013. Para muitos dos eleitos pelo grupo, a coligação acabou no dia 28 de outubro, quando o novo prefeito foi escolhido.

Ainda na eleição Puccinelli se mostrou bastante irritado com a possibilidade do grupo perder a presidência da Casa, principalmente para o ex-governador Zeca do PT. Após a derrota nas urnas, este descontentamento está ainda maior, fazendo com que o grupo tente de tudo para controlar os eleitos, em uma tarefa que não será nada fácil.

A maioria dos vereadores prefere dizer que ainda é cedo para falar em presidência, mas admite que as conversas estão acontecendo. O Midiamax apurou que um grupo formado por 17 vereadores tanto da coligação de Giroto, quanto do prefeito Alcides Bernal (PP), já está se reunindo para formar um grupo e chegar à presidência.

Paulo Siufi já anunciou que não disputa a eleição e o ex-presidente Edil Albuquerque (PMDB) também não agrada alguns vereadores. Assim, aumenta-se a chance de vereadores do PSDB, Rose Modesto e João Rocha. Base aliada na atual gestão, de Nelsinho Trad, e na futura, de Bernal, os vereadores conseguem transitar bem tanto na atual quanto na futura base aliada, trazendo a independência defendida pela maioria.

O vereador Paulo Pedra (PDT), citado com um dos pertencentes ao grupo, diz que todos estão conversando, mas afirma que ainda não há nenhuma definição. Todavia, o vereador que entrará no sexto mandato afirma que a questão de afinidade vai falar mais alto e derrubar qualquer interferência.

Pedra afirma que não tem problema em votar em nenhum colega, desde que se defenda um legislativo ágil, independente e com vereadores prestigiados. “A eleição acabou. Não tem que ter pressão para escolha do presidente”.

A vereadora Rose Modesto analisa que ainda é cedo para dar uma resposta definitiva, mas revela que há uma proximidade entre alguns vereadores, o que deve acabar com a tese dos que defendem um grupo fechado entre os 21 eleitos pelos governistas. O vereador Herculano Borges (PSC) conta que ainda não participou de conversas sobre o tema, mas também avalia que a escolha deve passar por critérios de afinidade e não por grupos de oposição ou base. Ele pretende consultar sua base eleitoral para escolher o caminho.

O vereador Alceu Bueno (PSL), um dos novatos na Casa, conta que um grupo considerável de vereadores já se movimenta para lançar um único candidato. Eleito no grupo de Giroto, o vereador conta que ele e o colega de partido, Elizeu Dionizio (PSL), devem seguir de maneira independente, escolhendo o presidente sem levar em consideração quem é ou não de oposição. Alceu Bueno aposta que o eleito sairá do grupo que já se movimenta.

Jornal Midiamax