Política

Bernal diz que letargia de Nelsinho pode fazer Campo Grande perder R$ 7,9 milhões

O prefeito eleito em Campo Grande, Alcides Bernal (PP), revelou nesta segunda-feira (3), durante coletiva à imprensa, que a letargia do atual prefeito, Nelsinho Trad (PMDB), pode fazer Campo Grande perder R$ 7,9 milhões em investimentos. Ele ainda voltou a reclamar da dificuldade de acesso a dados e alertou para a possibilidade de prejuízo na […]

Arquivo Publicado em 03/12/2012, às 20h27

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O prefeito eleito em Campo Grande, Alcides Bernal (PP), revelou nesta segunda-feira (3), durante coletiva à imprensa, que a letargia do atual prefeito, Nelsinho Trad (PMDB), pode fazer Campo Grande perder R$ 7,9 milhões em investimentos. Ele ainda voltou a reclamar da dificuldade de acesso a dados e alertou para a possibilidade de prejuízo na continuidade da administração.

O prefeito eleito disse que esteve em Brasília na semana passada, onde visitou diversos ministérios e conseguiu informações importantes para Campo Grande. Na caminhada, ficou sabendo que a Capital corre o risco de perder R$ 7,9 milhões em investimentos.

Os recursos, segundo Bernal, seriam para a reforma do Teatro José Otávio Guizo, R$ 647 mil (pendente desde março), Museu Histórico de Campo Grande, R$ 203 mil (não apresentou documentação), Centro de Excelência no Parque Ayrton Senna, R$ 3,8 milhões (pendente por falta de documentos desde setembro) e recuperação de áreas degradadas (aguardando documentação desde julho deste ano). “Estão pendentes por falta de providência da atual administração”, comentou.

Bernal também esclareceu que as acusações de que Campo Grande poderia perder quase R$ 1 bilhão em investimentos são falsas. Segundo ele, os projetos foram apresentados em Brasilia, porém, com um valor muito superior ao destinado para cada município, de R$ 60 milhões.

Bernal contou que o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, chegou a rir da solicitação, dizendo que o PAC de Pavimentação de Vias Públicas destinará R$ 5,8 bilhões para o Brasil, o que inviabiliza a destinação de mais de R$ 890 milhões para Campo Grande. Bernal disse que até tentou convencer o ministro de destinar todo o recurso para a Capital, mas Aguinaldo lembrou que não é possível até pelo ponto de vista técnico.

“Quem muito quer abarcar, nada abraça. Podia ter feito um cadastro condizente com a realidade. Com um valor viável” criticou, ressaltando que foi muito bem recebido em Brasília, onde foi apresentado pelo senador Delcídio Amaral (PT) e pelo senador Francisco Dornelles (PP).

Dados não repassados

O prefeito eleito também aproveitou a coletiva para criticar a postura da atual administração, que tem dificultado o acesso da equipe a dados essenciais para a continuidade. O chefe da equipe de transição de Bernal, José Luciano Dias, explicou que há um grande risco de perder a efetividade das reuniões de transição, já que os dados fornecidos não são suficientes. “Corre o risco de não termos informações técnicas para repassar para os secretários, o que envolve perigo para a continuidade em algumas áreas”.

Bernal elogiou a maneira educada de José Luciano ao falar da postura da atual administração, mas listou todas as informações solicitadas e que não foram repassadas pela equipe de Nelsinho. A lista inclui saldo disponível em caixa, restos a pagar, dívida, contratos e convênios, bens móveis e imóveis, demonstrativos de despesas dos dois últimos quadrimestres, bens de consumo, quadro de servidores contratados e concursados, precatórios, desapropriações em andamento, relação de concursos e de concursados que ainda não foram chamados.

“Foram quatro reuniões boas para tomar cafezinho e assistir apresentação do que já fizeram”, criticou Bernal, ressaltando que tem respeito pelos técnicos da administração pública e acredita que vão ser parceiros e ajudar a fazer a melhor administração que Campo Grande já teve.

O prefeito eleito afirmou que já pediu ao corpo jurídico para tomar providência contra a atitude da atual administração. Porém, espera que não seja necessário recorrer à Justiça, já que avalia que a eleição terminou e cada um deve fazer a sua parte. Bernal frisou que a falta de informação não permite, por exemplo, que ele tome conhecimento do andamento de algumas licitações. Porém, já adiantou que vai rever algumas.

Bernal entende que não é necessário fazer reuniões fechadas com Nelsinho, já que a comissão de transição já foi indicada para cuidar desta questão. O futuro prefeito disse que se quisesse, a equipe de Nelsinho já poderia ter entregue as informações solicitadas no primeiro encontro do grupo de transição.

Jornal Midiamax