Política

Azambuja acusa Puccinelli de uso da máquina na campanha e o denuncia à Justiça

A decisão do candidato leva em conta o fato de Puccinelli usar o site oficial do Governo para divulgar que acionaria a Justiça, nesta terça-feira, contra o jornal Midiamax

Arquivo Publicado em 24/08/2012, às 13h59

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A decisão do candidato leva em conta o fato de Puccinelli usar o site oficial do Governo para divulgar que acionaria a Justiça, nesta terça-feira, contra o jornal Midiamax

O candidato a prefeito pela coligação “Novo Tempo”, Reinaldo Azambuja (PSDB), vai protocolar, nesta sexta-feira (24), na Justiça Eleitoral representação contra o governador André Puccinelli (PMDB) por uso da máquina na campanha eleitoral.


A decisão leva em consideração o fato de Puccinelli usar o site oficial do Governo do Estado para divulgar que acionaria a Justiça hoje contra o jornal Midiamax por divulgação de vídeo, no qual ele aparece coagindo servidores a votar no deputado federal Edson Giroto (PMDB) e em candidatos da coligação “Mais Trabalho por Campo Grande”.


Para Azambuja, o uso da máquina fica evidente por Puccinelli afirmar que na reunião não estava na condição de governador, mas sim de filiado ao PMDB. “No entanto, para se justificar ele usa a estrutura do governo”, frisou. No entendimento de Azambuja, Puccinelli confunde o setor público com o privado quando se vale da condição de chefe do Executivo para justificar um ato que alega ter praticado não como governador, mas sim como filiado do PMDB.


“O André se justifica dizendo que a reunião ocorreu na sede do PMDB, e não em órgão público, o que é verdade. Mais adiante, afirma que o encontro com servidores aconteceu fora do horário de expediente, o que também é verdade. Depois, alega que não estava no encontro na condição de governador, mas sim como cabo eleitoral do candidato Giroto. Ora, se isso é verdade, por que a nota na qual comunica que iria representar contra o site Midiamax foi publicada apenas no portal do governo, e não no site do PMDB?”, questionou Azambuja.


Para o tucano, assim como na reunião realizada com os servidores da Secretaria de Estado de Assistência Social, o governador mais uma vez incorre em abuso de poder político e uso da máquina pública ao se valer do cargo “para tentar se esquivar de provas cabais de crime eleitoral que cometeu na condição de filiado ao PMDB”.


(Com assessoria)

Jornal Midiamax