Política

Alvo de jornal anônimo e de ameaças, Bernal cobra medidas da Assembleia

O deputado quer a convocação de policiais da PM2 para explicar a presença de profissionais armados nas redondezas do seu comitê político

Arquivo Publicado em 28/08/2012, às 15h48

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O deputado quer a convocação de policiais da PM2 para explicar a presença de profissionais armados nas redondezas do seu comitê político

Alvo de jornal anônimo e de ameaças, o deputado estadual Alcides Bernal (PP), candidato a prefeito de Campo Grande, cobrou, nesta terça-feira (28), medida da Assembleia Legislativa para garantir sua segurança. “A Casa de Leis não pode deixar um deputado para por situação tão baixa, tão vil”, disse.


Ele se referia a jornal anônimo, distribuído na madrugada de domingo (26), com acusações pessoais, como bêbado e o acusando de renegar um filho. Além disso, segundo Bernal, policiais da PM2 andam circulando armados nos arredores do seu comitê político para “coagir quem trabalha”.


“Espero providências da Casa, que chame a PM2 para dar uma explicação sobre os motivos de circular nos arredores do meu comitê”, sugeriu o parlamentar por meio de representação entregue, nesta terça-feira, à Mesa Diretora.


O candidato contou ainda ter sido vítima de ameaças. “Enquanto me deslocava da região do Pênfigo ao Bairro Santa Emília, duas pessoas a bordo de um Fiat Uno vinho, com adesivos do candidato da situação Edson Giroto (PMDB), me fecharam, e ameaçaram acabar comigo”, relatou. “Ontem (27) à noite, novamente fui seguido por um veículo desconhecido”, acrescentou.


Sobre o jornal apócrifo, Bernal indicou desconfiar dos autores do boletim espalhado por regiões estratégicas da Capital. “Tem o modus operandis conhecido por todos, mesmo esquema aplicado contra o ex-deputado estadual Semy Ferraz”, declarou referindo-se a crime eleitoral forjado para prejudicar a reeleição do parlamentar em 2006. “É método de marginais que se escondem no anonimato”, emendou.


Ainda na tribuna da Assembleia, o candidato frisou já ter levado as denúncias às autoridades competentes. “Registrei queixa na Polícia Federal, na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na Justiça Eleitoral e vou ao Ministério Público Estadual (MPE) cobrar investigação”, finalizou.

Jornal Midiamax