Política

Suposto contratante nega assassinato de vereador e acusa pedreiro

Valdemir Vansan, um dos acusados de participação no assassinato do vereador de Alcinópolis Carlos Carneiro, negou qualquer participação no crime e afirmou não saber porque foi preso. Valdemir, que seria o contratante dos assassinos, ainda acusou Irineu Maciel de ter matado por vingança. “Ireneu disse pra mim na prisão que matou o vereador por vingança, […]

Arquivo Publicado em 17/03/2011, às 21h55

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Valdemir Vansan, um dos acusados de participação no assassinato do vereador de Alcinópolis Carlos Carneiro, negou qualquer participação no crime e afirmou não saber porque foi preso. Valdemir, que seria o contratante dos assassinos, ainda acusou Irineu Maciel de ter matado por vingança.


“Ireneu disse pra mim na prisão que matou o vereador por vingança, porque teria sido humilhado”, disse.


Ele, e outro acusado Ireneu Maciel, prestam depoimento à Justiça, em Campo Grande, numa audiência que ocorre no início da noite desta quinta-feira, na 2ª Vara do tribunal do Júri. A família do vereador assassinado comparece no local.


O pedreiro Ireneu Maciel seria o atirador. Seu colega também pedreiro Aparecido Souza Fernandes, que pilotava uma motocicleta também foi preso. Depois de detidos apontaram Valdemir Vansan, cunhado de Ireneu, como o contratante do crime. O trio está detido desde o dia do assassinato.


Vansan e Souza Fernandes negam participação na trama. Já Ireneu confessa que recebeu dinheiro para matar o vereador, mas sustenta que não sabe quem seria o mandante do crime.


O crime


Carlos Antônio Carneiro foi morto por volta das 13 horas do dia 26 de outubro, em frente ao hotel Vale Verde. Ele foi atingido por tiros e morreu no local.


Segundo a polícia, dois agentes da DGPC (Delegacia Geral De Polícia Civil) perceberam a movimentação do pistoleiro Ireneu Maciel, conhecido como Vaca Magra, e o seguiram. Ele foi preso com o comparsa Aparecido de Souza Fernandes, que pilotava a motocicleta que daria fuga à dupla. Fernandes disse em depoimento que não sabia que o colega era pistoleiro e que ia matar o vereador.


Ao que tudo indica o vereador foi vítima de uma emboscada. Ele chegou no hotel e disse na recepção que alguém (nome não revelado) o esperava para almoçar.


Carlos Antônio foi informado que no local que ninguém o aguardava e que ali não servia almoço. Ao sair do local ele recebeu uma ligação no celular e instante depois foi morto ainda em frente do hotel.

Jornal Midiamax