Política

Reunião discute quebra do Sigilo Bancário da Assembleia Legislativa de MS

A quebra de sigilo bancário da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em razão das denúncias de repasse de dinheiro a membros dos três poderes do Estado divulgados no ano passado, será tema de reunião do Fórum MS pela Ética, nesta sexta-feira (23), às 9h, no Tribunal de Justiça, em Campo Grande.  “Nossa proposta […]

Arquivo Publicado em 22/09/2011, às 19h20

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A quebra de sigilo bancário da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em razão das denúncias de repasse de dinheiro a membros dos três poderes do Estado divulgados no ano passado, será tema de reunião do Fórum MS pela Ética, nesta sexta-feira (23), às 9h, no Tribunal de Justiça, em Campo Grande.


 “Nossa proposta é elaborar um documento por escrito, um requerimento solicitando providência do Tribunal de Justiça, para que todos os processos que vestem sobre a quebra de sigilo bancário da Assembléia Legislativa recebam tramitação prioritária”, destacou o advogado e conselheiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Jully Heyder. Ele também afirmou que este documento será entregue no mesmo dia para o presidente do Tribunal de Justiça de MS, desembargador Luiz Carlos Santini.


Escândalo


As suspeitas do suposto esquema recaíram sobre a Assembléia de MS um mês antes das eleições estaduais, em outubro do ano passado. O então primeiro-secretário da Casa, o deputado estadual Ary Rigo (PSDB), disse num diálogo gravado que a Assembléia repassava recursos estaduais ao ex-chefe do Ministério Público Estadual Miguel Vieira, ao governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), e a desembargadores do Tribunal de Justiça. Segundo ele, a doação era feita em troca de favores e por interesses políticos.


Na época, a conversa foi gravada por um jornalista durante a operação Uragano, da Polícia Federal. Ary Rigo não sabia que foi gravado, e negou o esquema depois da divulgação do diálogo, após o mesmo ter ido parar na internet. Puccinelli negou que recebia dinheiro da Assembléia. Rigo, que não conseguiu se reeleger, sumiu do cenário político desde então. Enquanto isso, o processo corre na justiça.


Fórum MS pela Ética


O Fórum foi criado em 2010, sendo composto por várias entidades, que representam a sociedade e estão acompanhando as investigações sobre esses escândalos de corrupção. De acordo com o advogado Jully Heyder, a intenção dessa reunião é cobrar respostas e não permitir o marasmo nas investigações.


Além disso, Heyder enfatizou que esse Fórum é uma forma da população se manifestar e exigir mais agilidade no julgamento dos processos. Dentre as entidades que já marcaram a presença estão diversos Conselhos de Classes, como o Sindjus (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciários de MS), a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), Igreja Católica Arquidiocese de Campo Grande e o Crea/MS ( Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de MS).

Jornal Midiamax