Política

Presidente do PDT: Se Lupi sair semana que vem, partido não indicará substituto

A crise que permeia a permanência de Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho ganhou um novo capítulo. Após denúncias de irregularidades na pasta e a Comissão de Ética Pública ter recomendado sua demissão à Dilma Rousseff, o PDT, partido do ministro, já cogita seu afastamento da pasta. Segundo o presidente da legenda, deputado […]

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 13h00

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A crise que permeia a permanência de Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho ganhou um novo capítulo. Após denúncias de irregularidades na pasta e a Comissão de Ética Pública ter recomendado sua demissão à Dilma Rousseff, o PDT, partido do ministro, já cogita seu afastamento da pasta. Segundo o presidente da legenda, deputado André Figueiredo (PDT-CE), caso a presidente substitua Lupi já na próxima semana, quando volta de viagem a Caracas, Venezuela, “o PDT não indicará ninguém para assumir o Trabalho”.

“Não estamos discutindo nomes, isso não está em pauta. Se a substituição de Lupi acontecer na semana que vem, o PDT não irá indicar ninguém para ficar em seu lugar. E, caso haja reforma ministerial no início do ano que vem, acho salutar que a presidente Dilma faça um rodízio de ministérios”, afirmou o presidente do PDT em entrevista a Terra Magazine.

Ainda de acordo com Figueiredo, a decisão de manter ou não Lupi cabe apenas à presidente da República e não ao ministro ou ao PDT. “Desde o início dessa crise, há um mês que o PDT sangra, afirmamos que cabe a Dilma ficar ou sair com o ministro”, declarou.

A presidente, que detesta ser pressionada, não aceitou imediatamente a recomendação da Comissão de Ética Pública de exonerar Carlos Lupi e pediu aos integrantes do colegiado que detalhassem as razões que embasaram a decisão, tomada após reunião de quase cinco horas, na quarta-feira (30). Dessa forma, ganhou tempo para dar seu veredito somente na próxima semana, quando volta da Venezuela.

O presidente do PDT também questionou a Comissão de Ética. Para ele, o ministro Lupi deveria ter sido ouvido pessoalmente antes de a decisão ser tomada. “Respeitamos a Comissão, mas acreditamos que ela deveria ter ouvido a versão de Lupi, uma vez que ele não tem se negado a dar explicações”, diz Figueiredo. O pedetista afirma que a Comissão pegou Lupi e o PDT de surpresa. “Lógico que houve surpresa. Ninguém esperava uma decisão tão pesada, pedindo demissão de um ministro de Estado sem direito de ampla defesa”.

A situação de Carlos Lupi é considerada “insustentável” por diversos integrantes do governo e até mesmo por companheiros de partido do ministro. A oposição, é claro, pressiona pela saída do pedetista. Mais uma vez, o Palácio do Planalto espera que Lupi peça demissão do cargo assim que Dilma volte de viagem e não deixe para a presidente a obrigação de exonerá-lo. No entanto, Dilma pode bater o pé e manter sua posição tomada nas últimas semanas: tirar Lupi apenas em 2012. Resta esperar.

Jornal Midiamax