Política

Nem mesmo pedido de misericórdia e clemência salva vereador Bambu da cassação

Na Câmara de Dourados, oito dos onze vereadores votaram pela perda de mandato por envolvimento de Bambu na Operação Uragano.

Arquivo Publicado em 18/03/2011, às 16h30

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Na Câmara de Dourados, oito dos onze vereadores votaram pela perda de mandato por envolvimento de Bambu na Operação Uragano.

Nem mesmo os pedidos de misericórdia e clemência salvaram o vereador afastado Paulo Henrique Bambu (DEM) da cassação.


Oito dos onze vereadores que participaram da sessão da Câmara Municipal de Dourados que começou às 9h e terminou às 13h votaram pelo relatório da Comissão Processante que recomendava a perda de mandato por envolvimento de Bambu na Operação Uragano.


Bambu que é evangélico começou a fazer a sua defesa pedindo perdão a Deus, aos seus pais, esposa e amigos por ter causando tanto constrangimento. O vereador assumiu a culpa e disse que “não precisava disso”.


O vereador disse que escandalizou a sua igreja e pediu perdão pelos seus atos. “Não existe amigos na política. Deixei de ficar com a minha esposa e minha família por causa da política”, disse Bambu ao afirmar aos vereadores que “não sou bandido”.


Bambu sempre citando a Bíblia e falando em nome de Jesus Cristo dirigiu a palavra a cada vereador individualmente sempre repetindo pedido de clemência e misericórdia. A cada vereador Bambu teceu argumentos sempre pedindo uma chance para continuar no cargo.


Ao vereador e amigo pessoal Cemar Arnal (PDT) bambu pelo “pelo amor de Deus” para que votasse contra a sua cassação. “Você estava comigo na gravação e sabe a verdade”, disse Bambu olhando diretamente para Cemar que também chorava. “Preciso de seu perdão agora. O depois não existe”, disse Bambu. Cemar votou pela cassação chorando e “com o coração partido”.


Com cassação de Bambu o suplente Cido Medeiros (DEM) que estava no cargo na condição de suplente assumirá de forma definitiva a vaga.


Compaixão


Conforme o dicionário a palavra misericórdia significa “piedade, compaixão, sentimento despertado pela infelicidade de outrem. Perdão concedido unicamente por bondade; graça”.


Misericórdia também se remete a um punhal que “os cavaleiros traziam à cintura no lado oposto àquele em que estava a espada, e que lhes servia para matar o adversário, depois de derrubado, se ele não pedia misericórdia”.

Jornal Midiamax