Política

Líder do governo culpa PDT por impasse na votação do Orçamento

Exaltado pela possibilidade de o Orçamento de 2012 só ser votado em fevereiro, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), culpou o PDT e em especial o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) por travarem as negociações ao insistirem na instituição de uma política de reajuste para aposentados e pensionistas. O governo alega […]

Arquivo Publicado em 23/12/2011, às 01h41

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Exaltado pela possibilidade de o Orçamento de 2012 só ser votado em fevereiro, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), culpou o PDT e em especial o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) por travarem as negociações ao insistirem na instituição de uma política de reajuste para aposentados e pensionistas. O governo alega que o Brasil deve conter seus gastos em meio a crise econômica internacional.


Presidente da Força Sindical, Paulinho ameaça pedir verificação de quórum. Uma vez que a maioria dos parlamentares já está em seus Estados neste último dia de trabalho no Legislativo, a votação não poderia prosseguir, para ser retomada apenas em fevereiro. “Essa medida do PDT vai deixar o Brasil sem orçamento”, disse Pimentel na tribuna da Câmara. “Vamos tomar outras medidas para prejudicar menos o Brasil”, afirmou ele, sem dar mais detalhes.


“O PDT está dizendo ‘Prefiro derrotar o Brasil. Vou deixar os 5.565 municípios sem participação da União’. Vão expor o Brasil em nome de uma liderança”, disse o senador. “Nós queremos responsabilizar o PDT. É um ato impensado e que prejudica toda a nação brasileira.”


Paulinho rejeitou as acusações. “Todo mundo sabe que nada acontece em janeiro. Todo prefeito sabe que nenhum recurso chega em janeiro. Seria bom se fosse como diz o líder do governo. Então vamos resolver isso em fevereiro, não vai haver nenhum prejuízo”, afirmou o pedetista. Mais cedo, ele e outros líderes partidários ouviram uma proposta da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.


Os pedetistas também ouviram chamamentos da primeira-vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-GO) e do relator do Orçamento na comissão mista que tratou do assunto, Arlindo Chinaglia (PT-SP). “Deputado Paulinho, é melhor andar acompanhado do que fazer o esforço sozinho”, disse Chinaglia.


A relação entre o governo e o PDT está abalada desde as denúncias que culminaram na saída do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que é também presidente da legenda.


Proposta


O governo propôs determinar que, a partir de 1º de janeiro, estaria assegurado o reajuste de 5,2% para todos os aposentados e pensionistas que têm rendimentos acima do salário mínimo. Os que recebem um salário mínimo ficariam com inflação mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Dessa forma, a negociação continuaria em fevereiro. O PDT, entretanto, rejeitou a proposta.


A presidente enviaria uma carta a entidades de aposentados na sexta-feira com essas diretrizes. “Ela já recebeu cinco ou seis cartas. Firmou compromissos de campanha com os aposentados. Até agora não respondeu”, finalizou Paulinho.

Jornal Midiamax