Política

Leitores rejeitam apoio do PMDB a Giroto na corrida pela sucessão na Prefeitura da Capital

Mais de cinco mil leitores votaram na enquete, e deixaram o predileto de Puccinelli, Edson Giroto (PR), em terceiro lugar. Rejeição reflete reação de peemedebistas ao projeto do governador, que tenta emplacar Giroto como candidato na sucessão de Nelsinho em Campo Grande.

Arquivo Publicado em 10/05/2011, às 18h52

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Mais de cinco mil leitores votaram na enquete, e deixaram o predileto de Puccinelli, Edson Giroto (PR), em terceiro lugar. Rejeição reflete reação de peemedebistas ao projeto do governador, que tenta emplacar Giroto como candidato na sucessão de Nelsinho em Campo Grande.

O vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque, foi o escolhido pelos 5004 leitores do Midiamax que votaram na enquete sobre quem será o candidato do PMDB à sucessão de Nelsinho Trad. A votação foi realizada no período entre o último dia 4 e esta terça-feira (10).


Dos peemedebistas já anunciados como pré-candidatos do partido, Edil Albuquerque venceu com 40,11% dos votos, seguido pelo secretário estadual Carlos Marun, com 33,89%, e pelo vereador Paulo Siufi, com 4,64%. O deputado federal Edson Giroto (PR), apontado como preferido do governador Puccinelli, não emplacou e terminou em terceiro lugar, com 13,09%.


Em recente reunião para conversar sobre as eleições em Campo Grande, o governador pediu ‘paciência’ aos aliados e apresentou pesquisas que incluem o ex-secretário de obras dele, Giroto, entre as opções.


A intenção de Puccinelli, que tenta emplacar o preferido como candidato com apoio do PMDB, novamente causou reação entre os peemedebistas.


Amigo antigo


Giroto é afilhado político do governador de longa data. Quando Puccinelli foi prefeito de Campo Grande, entre 1997 e 2004, Edson exerceu o cargo de secretário de obras. Na primeira eleição do governador, em 2007, houve a ascensão natural de Giroto à pasta estadual.


Em junho de 2009, com as bênçãos de Puccinelli e do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, Edson se filiou ao Partido da República.


Na época, foi cogitada a possibilidade de Giroto concorrer como vice de André, mas o PMDB pressionou por uma candidatura chapa-pura e Simone Tebet, então prefeita de Três Lagoas, deixou o cargo para ser a vice-governadora.


Mesmo assim, Edson Giroto (PR) saiu candidato à Câmara dos Deputados, mesmo fora do PMDB, e recebeu mais dinheiro do comitê de campanha de André Puccinelli do que todos os outros candidatos peemedebistas juntos.


Declaradamente o predileto do governador, Giroto custou R$ 1.024.150,00 para o caixa de campanha do governador, enquanto os outros oito candidatos do PMDB ficaram com R$ 844.250,00, segundo as declarações oficiais dos concorrentes que estão disponíveis para consulta pública no site do Tribunal Superior Eleitoral.


Problemas na justiça


Edson Giroto responde a processo no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Ele é acusado de tentar incriminar, em 2006, o então deputado estadual e candidato à reeleição Semy Ferraz (PT) por compra de votos.


A Operação Vintém, da Polícia Federal, identificou Giroto, Mirched Jafar Júnior, André Puccinelli Júnior e Edmilson Rosa como suspeitos de forjar um flagrante contra Semy.


Durante as investigações da Operação Uragano, da Polícia Federal, Giroto chegou a ser apontado como suposto sócio de André Puccinelli na propriedade de uma das empreiteiras que mais ganham nas licitações de Mato Grosso do Sul.


Após o encerramento do inquérito, a PF informou que enviou as informações para os órgãos competentes por dar sequência ou não à apuração das denúncias.


O resultado da enquete reflete a resistência que o aliado de Puccinelli enfrenta no próprio meio peemedebista. A votação, realizada sem rigor científico, possui recursos para dificultar interferências na votação, como registro dos endereços IP que impede o mesmo computador de votar duas vezes.

Jornal Midiamax