Política

Sejusp terá que explicar em Brasília caso do rapaz que teria levado tapa de Puccinelli

Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, orgão ligado ao gabinete do presidente Lula, quer saber porque rapaz não conseguiu registrar caso como vítima após apanhar do governador em caminhada política.

Arquivo Publicado em 09/09/2010, às 18h38

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Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, orgão ligado ao gabinete do presidente Lula, quer saber porque rapaz não conseguiu registrar caso como vítima após apanhar do governador em caminhada política.

O Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos pediu informações à Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul sobre o episódio do rapaz que teria levado um tapa do governador André Puccinelli, do PMDB, durante uma carreata eleitoral.

A Ouvidoria Nacional é um braço da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada ao gabinete do presidente Lula.

O órgão, acionado pelo CDDH (Centro de Defesa de Direitos Humanos) Marçal de Souza, entidade de MS, informou ainda que mandou a denúncia ao MPE (Ministério Público Estadual).

O episódio ocorreu no mês passado, na rua central do conjunto Aero Rancho. O montador de acessórios de carro Rodrigo Campo Roque, 23, disse ter levado um tapa do governador após questioná-lo sobre uma notícia que o teria criticado num jornal. Puccinelli, candidato à reeleição, fazia campanha numa feira livre da região.

Após a agressão, Roque tentou reagir, mas foi dominado por seguranças e levado para a delegacia. À polícia, o rapaz tentou dizer que era vítima, mas o delegado não quis registrar o caso assim. O governador é quem apareceu como vítima.

Na semana passada, contudo, Roque conseguiu registrar o caso como o agredido.

“Cumpre nos informar que foram solicitadas à Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul informações sobre os motivos pelos quais não foi registrado boletim de ocorrência do caso, conforme solicitado pela vítima e negado pelo delegado do Cepol (Centro Especializado de Polícia)”, diz trecho do ofício encaminhado ao presidente do CDDH Marçal de Souza, Paulo Ângelo. O documento foi assinado pelo ouvir nacional dos direitos humanos, Fermino Fechio Filho.

Versão divulgada pela assessoria de imprensa do governo Puccinelli, contudo, difere da do rapaz. No dia seguinte a ocorrência, a assessoria informou que Roque, que estaria bêbado, foi quem tentou agredir o governador, daí a ação dos seguranças, que o levaram para a delegacia.

Jornal Midiamax