Política

Quebra do sigilo nas contas da Assembleia Legislativa de MS é a meta do Fórum pela Ética

Fórum promete levar para as ruas abaixo-assinado cobrando abertura nas contas do legislativo estadual sul-mato-grossense em 2011.

Arquivo Publicado em 17/12/2010, às 15h37

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Fórum promete levar para as ruas abaixo-assinado cobrando abertura nas contas do legislativo estadual sul-mato-grossense em 2011.

As 16 entidades que compõem o Fórum-MS Pela Ética, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil e a Arquidiocese de Campo Grande, se reuniram na tarde de quinta-feira, 17, para definirem boa parte do cronograma de trabalho para o próximo ano. Entre as metas está um abaixo-assinado com assinaturas da população pedindo a quebra dos sigilos fiscal e bancário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A ideia do Fórum é levar para as ruas o abaixo-assinado numa verdadeira mobilização para que sejam apuradas possíveis atitudes de desvio de conduta no exercício das funções públicas. A entidade exige que se apure as denúncias envolvendo os poderes, entre eles a AL que é citada em gravação feita durante operação da Polícia Federal.

No vídeo, o deputado estadual Ary Rigo cita numerários que estariam indo para deputados e governo do Estado e membro do judiciário de MS. Somente o governador André Puccinelli, segundo o primeiro-secretário da ALMS, receberia uma ¨devolução¨ de R$ 2 milhões mensais. Puccinelli, reeleito, nega as acusações mas já mudou as versões para tentar explicar do que estaria falando o aliado político.

A Mesa Diretora chamou a imprensa e Rigo, cercado pela maioria dos deputados, disse à imprensa que o que falou quando não sabia que estava sendo filmado era mentira. Poucos meses após, o presidente da Casa, Jerson Domingos (PMDB), admitiu que agora sobrarão R$ 50 milhões das verbas repassadas para a Assembleia de MS. Ele não comenta a pressão para abertura das contas do parlamento sul-mato-grossense.

No dia 20 deste mês encerra o prazo para que a AL faça remessa de toda documentação referentre a sua movimentação financeira, que foi requerida pelo Ministério Público Estadual.

Por conta das denúncias, foi adiantada uma inspeção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ainda uma audiência pública com a corregedora geral , a ministra Eliane Calmon, onde foram entregues várias denúncias envolvendo poderes públicos e falta de assistência para minorias.

O término das apurações do CNJ está previsto para fevereiro de 2011. Porém , no dia 24 de janeiro, às 14h, os integrantes do Fórum –MS Pela ética vão se reunir novamente para definir estratégias de pressão popular para que as denúncias sobre corrupção envolvendo os poderes caiam no esquecimento, inclusive porque em 2012 acontece nova eleição no Estado, no caso, a municipal de Dourados, que perdeu prefeito, vice-prefeito e a maioria dos vereadores, que renunciaram após serem presos por corrupção.

Jornal Midiamax