Política

Psol nega que ataque a Zeca seja jogo combinado com Puccinelli

O comando regional do Psol nega que os ataques do candidato do partido ao governo do Estado, Nei Braga, ao concorrente Zeca do PT, no horário eleitoral, sejam parte de um jogo combinado com o governador André Puccinelli (PMDB). A explicação é de que a estratégia apenas acompanha a linha nacional do partido que é […]

Arquivo Publicado em 08/09/2010, às 11h18

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O comando regional do Psol nega que os ataques do candidato do partido ao governo do Estado, Nei Braga, ao concorrente Zeca do PT, no horário eleitoral, sejam parte de um jogo combinado com o governador André Puccinelli (PMDB). A explicação é de que a estratégia apenas acompanha a linha nacional do partido que é de ataque ao PT.

“Nós sentimos nas pesquisas de intenção de voto que atacando o PT o gente cresce. Esta estratégia já deu certo em Dourados e aí ampliamos. A estratégia de atacar o PT não é diferente do restante do Brasil. O PSOL nasceu da dissidência de lideranças do PT. Não compactuamos com nada que venha dos petistas”, explica o presidente regional da legenda, Lucien Rezende.

O PSOL começou os ataques no horário eleitoral de rádio em Dourados. Pouco depois, levaram a estratégia para a televisão. Em um dos programas veiculados recentemente, Nei Braga cita, por exemplo, que o grupo empresarial Campina Verde sonegou impostos no governo de Zeca do PT. “Nós não estamos mentindo em nada. Estamos relembrando coisas que aconteceram. Estamos nos baseando em documentos”, mencionou.

Conforme Rezende, localmente a estratégia estaria surtindo efeito positivo entre o eleitorado. “Analisando internamente chegamos à constatação que se queremos chegar em segundo, temos que atacar o segundo colocado. Mesmo porque a diferença com o segundo colocado é menor do que com o primeiro”, salientou Rezende. Terceiro colocado nas pesquisas, Nei Braga tem aparecido com 1% das intenções de voto.

Rezende afirma que a atitude do PSol não tem qualquer relação com Puccinelli e muito menos foi combinada com ele. “Na hora que acharmos que será eficiente para o partido atacar o governador, vamos atacá-lo também (…) Não tem nada de combinação. O Puccinelli sequer me conhece pessoalmente. Eu sem quem ele é, mas ele nem me conhece. Não tem vinculação nenhuma”, assegura.

Petistas

Os petistas estão reagindo judicialmente contra os ataques do Psol. A primeira representação apresentada no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul tenta retirar parte do tempo em rádio do partido para veicular um direito de resposta.

O mesmo já está sendo feito em relação à televisão. Em reunião interna, os petistas avaliaram que não seria vantajoso usar o tempo de Zeca na TV, pouco mais de seis minutos, para rebater acusações de Nei Braga. O PT, segundo a equipe de divulgação, nem consegue veicular todo o material que gostaria no tempo que dispõe.

O governador André Puccinelli tem cerca de nove minutos na TV e Nei Braga pouco mais de dois.

Jornal Midiamax