Política

Promotor pede para juiz afastar 9 vereadores de Dourados

O promotor de Justiça Paulo César Zeni pediu nesta quinta-feira o afastamento de nove dos 11 vereadores de Dourados presos semana passada por suposta ligação num esquema de fraudes em licitações públicas. Ele disse que pode pedir o afastamento de mais dois vereadores. Se isso acontecer, a Câmara de Dourados esvaziaria e os suplentes teriam […]

Arquivo Publicado em 09/09/2010, às 19h33

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O promotor de Justiça Paulo César Zeni pediu nesta quinta-feira o afastamento de nove dos 11 vereadores de Dourados presos semana passada por suposta ligação num esquema de fraudes em licitações públicas. Ele disse que pode pedir o afastamento de mais dois vereadores. Se isso acontecer, a Câmara de Dourados esvaziaria e os suplentes teriam de ser convocados às pressas.

Zeni disse ter pedido os afastamentos dos parlamentares por duas razões: porque os vereadores com mandatos poderiam prejudicar o andamento das investigações e para manter a ordem pública no município. Hoje, por exemplo, ao menos 600 pessoas ocuparam o prédio da Câmara e impediram o andamento da sessão.

A solicitação do promotor não tem prazo para ser definida e será examinado pelo juiz Carlos Alberto Rezende.

O promotor disse que tem provas técnicas contra os vereadores. O inquérito do caso, preparado pela Polícia Federal durante a operação Uragano, na semana passada, produziu pilhas de 2.389 páginas, separadas em nove volumes.

Paulo Zeni disse que vai apurar 14 CDs que armazenam imagens e áudios de diálogos dos envolvidos no esquema. Gravações indicam que os vereadores recebiam de R$ 10 a R$ 20 mil para aprovar as licitações indicadas pelo prefeito da cidade, Ari Artuzi, do PDT, também preso na operação.

O promotor pediu o afastamento dos vereadores Aurélio Bonatto, Edvaldo Moreira, Humberto Teixeira Junior, José Carlos Cimatti, Zezinho da Farmácia, Julio Artuzi, Marcelo Barros, Paulo Henrique Bambu e Sidlei Alves, o presidente da Câmara.

A Polícia Federal indiciou ao menos 60 pessoas que teriam ligações no esquema, 29 dos quais empresários que pagavam propinas ao prefeito da cidade em troca de prestação de serviços.

Jornal Midiamax