Política

Coligação de Puccinelli tenta impedir na Justiça protestos contra a corrupção no Parque dos Poderes

A coligação “Amor, Trabalho e Fé”, do candidato a reeleição André Puccinelli, do PMDB, entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que fosse suspensa a passeata programada para o próximos sábado (25), quando representantes sindicais e da sociedade civil, pretendem realizar manifestações contra os últimos fatos políticos ocorridos em Mato Grosso do Sul. Os ...

Arquivo Publicado em 23/09/2010, às 20h00

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A coligação “Amor, Trabalho e Fé”, do candidato a reeleição André Puccinelli, do PMDB, entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que fosse suspensa a passeata programada para o próximos sábado (25), quando representantes sindicais e da sociedade civil, pretendem realizar manifestações contra os últimos fatos políticos ocorridos em Mato Grosso do Sul.

Os manifestantes realizam ações desde ontem e já foram a sede da Polícia Federal, Assembleia Legislativa e Ministério Público Estadual. Os sindicalistas e trabalhadores reclamam do esquema de propina revelado na última semana, quando em vídeo divulgado na internet, o deputado estadual Ary Rigo fala sobre a distribuição de um suposto “mensalão” em MS, onde o governador André Puccinelli receberia R$ 2 milhões mensais.

No vídeo, Rigo também fala que pagou propina a membros do MPE e do Tribunal de Justiça para barrar punições contra Ari Artuzi, prefeito afastado de Dourados, hoje preso por corrupção.

Na tarde de ontem 24 entidades sindicais, estudantis e civis se reuniram na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) onde decidiram promover várias manifestações de repúdio durante a semana.

O pedido foi acatado pelo juiz Fernando Paes de Campos, da 35ª Zona Eleitoral, que determinou a notificação da CUT para que a entidade “se abstenha de realizar passeata no mesmo local e horário daquela organizada pelos requerentes”, diz o texto.

Em entrevista ao Midiamax, o magistrado informou que as manifestações não podem coincidir em relação a horário e local.

“Não pode coincidir o mesmo horário e local. A coligação ‘Amor, trabalho e fé’, no pedido, fez afirmações irrelevantes. O que interessa é que a CUT ou qualquer outra entidade não pode atrapalhar a propaganda eleitoral de quem quer seja”, explicou.

De acordo com Paes Campos, as entidades estão livres para “fazer as manifestações em qualquer outro local e horário. Tem regras a serem seguidas, mas isso não diz respeito à justiça eleitoral”, informou o juiz.

Reunião Os representantes sindicais se reúnem nesse momento na sede da Fetems para saber quais deliberações serão tomadas em relação a decisão do juiz.

Jornal Midiamax