Política

Candidata a vereadora em Dourados impugnada em 2008 ganha na justiça indenização de Murilo

Maria diz que gastou em campanha que "não existia" porque só teria sido avisada da impugnação dois dias antes das eleições. O então candidato a prefeito Murilo Zauith foi condenado a pagar R$ 10.200 por danos morais, mas cabe recurso.

Arquivo Publicado em 17/12/2010, às 21h00

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Maria diz que gastou em campanha que “não existia” porque só teria sido avisada da impugnação dois dias antes das eleições. O então candidato a prefeito Murilo Zauith foi condenado a pagar R$ 10.200 por danos morais, mas cabe recurso.

O vice-governador Murilo Zauith (DEM) foi condenado a indenizar em R$ 10.200,00 por danos morais Maria Erotildes Brum Gomes que em 2008 foi candidata à vereadora pelo PMDB.
Murilo que é pré-candidato a prefeito de Dourados na eleição fora de época que acontecerá em seis de fevereiro também deverá pagar a Maria Brum a quantia de R$ 10.577,15 a título de ressarcimento das despesas que a candidata fez durante a campanha eleitoral.


A sentença foi proferida nesta quarta-feira pelo juiz Carlos Alberto Rezende Gonçalves da quarta vara cível de Dourados e cabe recurso. Murilo Zauith afirmou que vai tomar conhecimento da decisão e já anunciou que vai recorrer no Tribunal de Justiça.


Maria Brum conta que em 2008 a convenção municipal do PMDB homologou seu nome para ser candidata à vereadora dentro da cota de 30% para as mulheres. O PMDB estava coligado com o DEM e tinha como candidato a prefeito Murilo Zauith.


A coligação “Competência para Dourados Crescer” além do DEM e do PMDB contava com os seguintes partidos: PMN, PTC, PTB, PV, PTdoB, PSC, PSDB, PP, PRTB e PPS.


A candidata entrou com a ação de indenização e ressarcimento contra Murilo, o DEM e o PMDB, mas a justiça absolveu os dois partidos. Maria Brum explicou que somente em dois de outubro três dias antes da eleição é que foi comunicada pelo coordenador da coligação que sua candidatura tinha sido impugnada pela Justiça.


Maria disse que no dia 21 de julho de 2008 recebeu a notificação da Justiça sobre a sua impugnação. Ela alega que somente no dia 26 de julho a coligação protocolou a sua defesa.


No despacho o juiz afirma que Maria Brum ao tomar conhecimento da sentença que indeferiu seu registro de candidatura “novamente buscou esclarecimentos junto aos mesmos representantes das coligações e novamente foi informada que as medidas judicias, que não deixara de ser candidata e que deveria continuar promovendo sua campanha eleitoral normalmente”.


Acontece que “a referida sentença, em cinco de agosto de 2008 terminou por transitar em julgado sem interposição de qualquer recurso”.


O magistrado afirma que Maria Brum “relatou ter sofrido danos morais e materiais pelo fato de não ter sido comunicada pelos réus que sua candidatura, ao cargo de vereadora deste município, havia sido definitivamente cancelada, e de ter sido por eles orientada a prosseguir com a campanha, normalmente, mesmo após o trânsito em julgado da decisão da Justiça Eleitoral, que indeferiu o registro de sua candidatura”.


Maria Brum disputou o cargo de vereadora com o número 15321 e durante os quase três meses de campanha foi ás ruas e distribuiu santinhos com sua propaganda e a do candidato Murilo Zauith, realizou reuniões políticas nas casas de eleitores e de todas as atividades da campanha da coligação.


No histórico político de Mari Brum consta que ela já havia disputado uma eleição à Câmara Municipal em 2004 com o número 25.222 pelo próprio DEM partido que deixou para ingressar no PMDB. Nesta primeira disputa Maria havia conseguido apenas 59 votos.


Uma das testemunhas de Maria Brum foi candidato a vereador Ivanir João Mendes que também teve sua candidatura impugnada. Ivanir também entrou com uma ação similar a de contra Murilo.

Jornal Midiamax