Política

Após eleições PP investiga suposta infidelidade de vereador durante eleições

Rusgas de campanha estão esquentando o tempo entre os progressistas. O racha no PP inclui a troca de acusações entre o vereador Lídio Lopes, que foi candidato a deputado estadual, e o presidente do partido, candidato derrotado à reeleição como deputado federal Antonio Cruz. Lopes, que por pouco não se elegeu a deputado estadual, saiu com a sensação […]

Arquivo Publicado em 21/10/2010, às 15h00

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Rusgas de campanha estão esquentando o tempo entre os progressistas. O racha no PP inclui a troca de acusações entre o vereador Lídio Lopes, que foi candidato a deputado estadual, e o presidente do partido, candidato derrotado à reeleição como deputado federal Antonio Cruz.

Lopes, que por pouco não se elegeu a deputado estadual, saiu com a sensação de “ganhou mais não levou”. Ele recebeu 18.308 votos, 64 a mais que Lauro Davi (PSB) que foi eleito. Isso acontece devido ao “quociente eleitoral”, que o é o resultado da divisão dos votos válidos pelo número de vagas disponíveis para aquele cargo.

Cruz, por sua vez, ficou fora da Câmara Federal e não conseguiu eleger o filho Augusto Cruz e acusa alguns filiados do PP, entre eles, Lídio Lopes de “trairagem” e de ter “jogado contra”.

Segundo Cruz, o partido recebeu uma comunicação sobre o comportamento de Lídio durante a campanha e devido a isso foi aberto um processo sobre uma possível infidelidade partidária.

“Nesse processo eleitoral por conta das coligações diversas, sem verticalização virou uma trairagem que nunca se viu. É preciso apurar quando o os filiados não seguem as ordens de coligação e fazem campanha para outros candidatos”, afirmou o dirigente partidário.

Segundo ele, o processo já foi aberto e está em curso “Eu preciso apurar e averiguar, até para não cometermos injustiças. Recebemos o expediente, formalizamos a investigação e o partido está dando segmento. Confirmando as irregularidades e conforme a importância e gravidade a pena é o desligamento do partido, é uma possibilidade”, explicou.

O vereador Lídio Lopes informou que ainda não recebeu nenhuma notificação do partido sobre o assunto. De acordo com ele, o fato foi veiculado durante a campanha em um jornal semanário. “Foi ventilado que eu sofreria esse processo. Até o momento está guardando e não chegou nada para mim. Se há deve ter sido colocado por ele mesmo. Ele nem sequer toca em assunto político comigo, nunca fui procurado pelo presidente do partido”, reclama.

Segundo Lopes, o cerne do problema está em uma carreata promovida por ele junto a apoiadores que teve a participação do deputado federal eleito Edson Girotto (PR), que era da coligação adversária. Nessa carreata, também participou um senador petista candidato a reeleição.

Apoio da igreja

A explicação dada por Lopes para a presença constante de Giroto em sua campanha é o apoio da denominação religiosa da qual ele faz parte. “A denominação do qual eu faço parte me apoiava para deputado estadual e ao Giroto para federal. Eles fizeram uma convenção estadual e lá nós fomos escolhidos. Mas não tive carro adesivado nem material cruzado. Agora, eleitores e pessoas, cada um faz o que quer. Mas não fiz campanha para ele, nenhuma reunião com ele”, defendeu-se.

O vereador, no entanto reconhece que fez uma campanha “solitária e não fiz nada para o Zeca”, assume.

Jornal Midiamax