Polícia / Trânsito

Polícia fará reconstituição de acidente que matou ciclista de 16 anos em Campo Grande

A Polícia Civil já ouviu testemunhas e irá fazer uma reconstituição do acidente que terminou com a morte de Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, no dia 15 deste mês. O adolescente conduzia uma bicicleta na avenida Afonso Pena, quando foi atingido pelo carro conduzido pelo advogado Ciliomar Maques Filho, 27 anos. O advogado […]

Arquivo Publicado em 26/03/2014, às 18h59

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A Polícia Civil já ouviu testemunhas e irá fazer uma reconstituição do acidente que terminou com a morte de Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, no dia 15 deste mês. O adolescente conduzia uma bicicleta na avenida Afonso Pena, quando foi atingido pelo carro conduzido pelo advogado Ciliomar Maques Filho, 27 anos. O advogado fugiu do local do acidente, não prestou socorro e só se apresentou à Polícia Civil três dias depois do acidente.


De acordo com o delegado da 3ª DP de Campo Grande, Dmitri Érik Palermo, já foram ouvidas várias testemunhas do acidente e a polícia aguarda laudos para poder agendar a reconstituição. Segundo Palermo, até agora, as testemunhas confirmam a versão do advogado, de que o adolescente fez uma manobra arriscada no meio da rua para tentar pegar uma sacola e acabou atingido pelo carro do advogado.


O delegado já havia dito ao Midiamax que se for comprovado que o advogado não teve culpa no acidente, ele pode até não responder pelo crime de homicídio, porém, continuará a ser responsabilizado por pela omissão de socorro e pela evasão do local do acidente de trânsito.


Acidente – O ciclista foi atropelado na alça de acesso da rua Ceará à avenida Afonso Pena. Alisson teve traumatismo craniano e morreu no local. Uma testemunha que passava pelo local e presenciou o acidente, viu quando o motorista não prestou socorro e fugiu.


O rapaz seguiu o Peugeot até por vários metros dando luz alta. Questionada pela testemunha sobre o acidente, o motorista disse que viu o que tinha feito, mas que “não poderia fazer nada, e que tinha que fugir do flagrante, pois era advogado”. Além disso, ele admitiu que havia ingerido bebida alcoólica.


Alisson saía da churrascaria, onde trabalhava, e seguia para casa. Os pais dele só descobriram a morte do filho, ao procurar uma delegacia na manhã do dia seguinte, para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento.

Jornal Midiamax