Polícia / Trânsito

Família morta em acidente passaria Páscoa com parentes em São Paulo

Durante o velório, a sensação de amigos e familiares era de impotência diante da fatalidade

Arquivo Publicado em 29/03/2013, às 14h13

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Durante o velório, a sensação de amigos e familiares era de impotência diante da fatalidade

Edna Cristina Mathias Prestes, 55 anos, Maria Victoria Mathias Bignardi, 16, Katerine Pereira Prestes, 27, morreram em um acidente na BR-262 na madrugada de ontem (29), após o veículo em que estavam, um Peugeot, colidir de frente com um caminhão.


O carro era conduzido por Katerine, sobrinha de Edna que, por sua vez, é mãe de Maria Victoria. As três morreram na hora. Pedro Renato Júnior, 28 anos, que também estava no carro, no banco do passageiro, sofreu apenas ferimentos leves. Ele era noivo de Katerine.

Família passaria Páscoa em São Paulo


A família passaria o feriado da Semana Santa em São Paulo com os parentes, quando na altura do quilômetro 234, da BR-262, entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo, um caminhão invadiu a pista contrária, ocasionando o acidente.


Durante o velório, a sensação de amigos e familiares era de impotência diante da fatalidade. Apesar do acidente, Pedro pôde comparecer ao velório.


“A gente nunca espera que uma tragédia como essa aconteça com alguém da nossa família. Ainda mais em um passeio, uma viagem durante a Páscoa. Mas a vida é assim, um segundo pode mudar tudo”, lamenta o cunhado de Edna, Paulo Bignardi. Ele conta que Katerine tem experiência em dirigir na estrada e viajava com frequência para São Paulo.


Katerine era fisioterapeuta, e trabalhava em uma clínica de Campo Grande. Além de amigos, vários pacientes compareceram ao velório. Ela estava noiva de Pedro há cerca de três anos e eles planejavam se casar em breve.


Maria Victória era estudante do 2º ano do ensino médio e, em conversa recente com o tio, disse que tinha vontade de cursar medicina veterinária. “Ela já estava se preparando para o vestibular e comentou que gostaria de ser veterinária. A Maria sempre teve afinidade com os animais”, conta Paulo.


Edna era funcionária pública aposentada e Pedro, mergulhador profissional, trabalha para usinas como pesquisador.


“Elas iriam para São Paulo, agora, eles precisaram vir para cá”


Em São Paulo, a família ficaria hospedada na casa da irmã de Caterine, Katiuscia. Com o acidente, Katiuscia foi quem teve que viajar para Campo Grande. “Ela ficou muito abalada quando recebeu a notícia e veio correndo de carro para cá”, conta Paulo.


Edna, Katerine e Maria Victória estão sendo veladas na Pax Real, Av. Bandeirantes, 827, em Campo Grande. O enterro está previsto para às 15 horas, no cemitério Memorial Park.

Jornal Midiamax