Polícia / Trânsito

Testemunhas realizam ‘constatação dos fatos’ sobre acidente da Rua Brilhante

Em frente à Chopperia, taxista e jovem atropelado contaram à Polícia Civil como o motorista bêbado e sem carteira de habilitação provocou a colisão; no total, cinco pessoas ficaram feridas, na madrugada de 31/12.

Arquivo Publicado em 05/01/2012, às 20h25

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Em frente à Chopperia, taxista e jovem atropelado contaram à Polícia Civil como o motorista bêbado e sem carteira de habilitação provocou a colisão; no total, cinco pessoas ficaram feridas, na madrugada de 31/12.

Por volta das 16h desta quinta-feira (5), Valmir Moura Fé, o delegado responsável pela investigação do acidente causado pelo motorista bêbado e sem habilitação, na madrugada de 31/12, realizou uma ‘constatação dos fatos’ com duas importantes testemunhas. Estiveram em frente à Chopperia, na rua Brilhante, em Campo Grande, o taxista Aparecido Maciel, 57 anos, e Max Miller de Jesus, 21, uma das cinco vítimas que foram atropeladas. O condutor do Fiat Uno era Rafael Freita Silva, 18 anos.

“Esse é um trabalho fundamental para a polícia porque nos ajuda a fechar o caso com informações mais detalhadas ainda”, informou o delegado.

Na madrugada, o taxista estava na frente da Chopperia, na rua Brilhante, aguardando a entrada de duas passageiras e hoje ele confirmou. “Elas estavam com copos de bebidas na mão, eu disse que não podiam entrar. Pediram pra esperar então; mas enquanto eu aguardava, de repente aconteceu tudo, veio o carro batendo em tudo”.

O delegado contou ainda que o motorista provavelmente já teria perdido o controle do veículo há vários metros antes de atropelar as pessoas. “De acordo com os relatos, ele veio batendo no taxi, no muro e só parou no poste”. A tragédia poderia ser maior ainda, justamente o poste evitou que mais gente fosse atropelada.

A polícia não revelou muitos detalhes da investigação de hoje, mas contou que o motorista estava numa velocidade bem superior a que ele (condutor) disse na delegacia, entre 70 e 80kms/h.

Vítima e testemunha

O jovem que compareceu à cena da colisão nesta tarde contou que ‘passou um filme na cabeça dele na hora’. “Foi difícil voltar aqui hoje porque eu estive na beira da morte, mas graças a Deus to bem agora. Pensei em minha filhinha, pensei em um monte de coisa”, falou Max Miller. A filha dele completou um mês de vida exatamente no dia do acidente.

Com uma licença médica de 15 dias para cuidar da saúde, ainda sente muitas dores principalmente na região da bacia e na perna direita. “To tomando bastante antibiótico e não sei se vou conseguir voltar a tempo pra trabalhar, pois preciso me movimentar bastante no serviço”.

O rapaz trabalha como chapeiro em um Shopping da capital, onde também trabalham as duas amigas (Adriele e Cleuza) que foram atropeladas também.

A investigação

Moura Fé comentou que o inquérito policial deve ser encerrado no prazo médio de 30 dias, até lá muita gente ainda deve ser interrogada pela polícia. “Vamos ouvir pelo menos umas 10 pessoas. Inclusive, as outras vitimas que ainda continuam hospitalizadas, trabalhadores da Chopperia, entre outros”.

A investigação segue na linha ‘tentativa de homicídio, por dolo eventual’, pois o motorista embriagado e sem carteira de habilitação assumiu o risco de matar. Se condenado, a pena pode variar de seis a 20 anos.

Estado grave

Dos cinco pacientes que estavam internados na Santa Casa, por conta do atropelamento que ocorreu na madrugada de sábado (31), apenas Vanderlei Roberto da Silva, 31 anos, que está “entubado”, continua no CTI (Centro de Terapia Intensiva). O estado dele ainda é grave.

Abaixo, leia a matéria na íntegra sobre o acidente (em notícias relacionadas).

Jornal Midiamax