Polícia / Trânsito

Cuidados rotineiros podem evitar acidentes em prédios

O pavor que atingiu os cariocas com o desmoronamento de três prédios ocorridos no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (25), chegou a Campo Grande e deixou em alerta muitos moradores de apartamentos. Embora ainda não tenha saído o laudo técnico da causa do acidente, as especulações indicam falta de manutenção ou […]

Arquivo Publicado em 26/01/2012, às 18h55

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O pavor que atingiu os cariocas com o desmoronamento de três prédios ocorridos no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (25), chegou a Campo Grande e deixou em alerta muitos moradores de apartamentos. Embora ainda não tenha saído o laudo técnico da causa do acidente, as especulações indicam falta de manutenção ou reforma sem acompanhamento profissional.


Segundo Jari Castro, presidente do Crea/MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), fazer qualquer tipo de reforma, por menor que seja, é indispensável o acompanhado de um profissional qualificado. “De repente o proprietário mexe em uma parede que é justamente a que oferece estrutura ao prédio, e acaba ocasionando um acidente”, explica Jari.


Ele pontua ainda que o procedimento correto é o profissional fazer uma análise técnica de todo o projeto estrutural do prédio antes de iniciar uma reforma. “Essa pesquisa que dirá o que pode ser mexido ou não nas colunas”, diz o presidente.


Outro ponto importante destacado por Jari é a atenção que moradores e síndico devem ter quanto manutenção dos prédios. “Rachaduras e infiltrações são indícios de que algo está errado, então é preciso ficar atento aos sinais”, alerta.


Mesmo tendo consciência de todos os cuidados necessários, o caso no Rio de Janeiro deixou receoso o turismólogo Adriano Coelho, 30 anos, morador de um edifício em Campo Grande. “Não cheguei a ficar com medo, mas sim preocupado. Já pensou se um carro bate no pilar que sustenta a garagem?”, imagina.


Para a engenheira agrônoma Daniela Miranda, 34 anos, o fator mais preocupante são os vizinhos. “Os cuidados não dependem só da gente, mas do outro também. Morro de medo de explosão de gás”, confessa. Ela conta que logo que se mudou para o apartamento um dos vizinhos estava com reformas e começaram a aparecer rachaduras nas paredes. “Fiquei com medo e chamei um profissional para olhar”.


O presidente do Crea/MS faz uma analogia de um prédio com o corpo humano. “Precisa de manutenção, senão cai mesmo”. E isso é independe do tempo de construção do edifício. “Se foi bem feito, dura para sempre”, garante Jari. O órgão estadual é responsável por fazer vistorias em prédios comerciais e residenciais, tanto públicos quanto privados.


Em contato com o Crea da capital carioca, Jarí diz que após feita a perícia, demora cerca de 30 a 90 dias para a conclusão oficial do laudo.


Jornal Midiamax