Polícia / Trânsito

Nível de radioatividade diminui após acidente nuclear, diz Japão

O governo do Japão informou à Agência Internacional de Energia Atômica  das Nações Unidas que houve um início de aumento da radioatividade após o acidente na central de Fukushima 1, no nordeste do país, neste sábado (12), mas que os níveis “vem diminuindo nas últimas horas”. De acordo com a AIEA, autoridades japonesas informaram que […]

Arquivo Publicado em 12/03/2011, às 20h09

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O governo do Japão informou à Agência Internacional de Energia Atômica  das Nações Unidas que houve um início de aumento da radioatividade após o acidente na central de Fukushima 1, no nordeste do país, neste sábado (12), mas que os níveis “vem diminuindo nas últimas horas”.


De acordo com a AIEA, autoridades japonesas informaram que a explosão na central nuclear de Fukushima ocorreu fora da área de conteção primária.


“A empresa que opera a unidade, Tokyo Eletric Power, confirmou que a área de contenção está intacta”, diz um comunicado.


O acidente nuclear ocorrido neste sábado (12) na central de Fukushima 1, no nordeste do Japão, foi avaliado no nível 4 numa escala que vai até 7, segundo a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão.


A explosão na usina foi decorrência do forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do país na véspera, gerando um tsunami devastador e mais de cem fortes réplicas.


A preocupação em relação à possibilidade de contaminação nuclear persiste, apesar de o governo japonês ter tranquilizado a população em relação às consequências do desastre.


De acordo com a AIEA, o governo do Japão eu início à retirada de cerca de 140 mil pessoas da área próxima à usina. Estima-se que 110 mil pessoas já deixaram a área num raio de 20 km próxima a uma das usinas.


Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o acidente em Three Mile Island, nos EUA, em 1979, ficou no nível 5, e o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, no grau 7 da INES (Escala Internacional de Eventos Nucleares).


Na escala, o nível 0 corresponde à ausência de anomalias, e o 7, a um acidente grave. No nível 4, o envento já pode ser considerado um “acidente”.


A explosão que fez com que parte do prédio que comporta o reator número 1 derretesse. No entanto, o governo afirmou que o exterior do reator não foi danificado e pediu que a população local mantenha a calma.


Ainda assim, as autoridades ordenaram a retirada dos habitantes a um raio de 20 km da usina.


O porta-voz do Estado, Yukio Edano, acrescentou que a radiação no local havia “diminuído bastante” após a explosão.

Jornal Midiamax