O idoso Riedel Ferreira da Silva, de 66 anos, que matou o vizinho Luiz Gonçalves de Lima, de 71, no Jardim Montevidéu, em Campo Grande, em junho de 2023, foi condenado, mas seguirá em liberdade. Durante o julgamento, na manhã desta terça-feira (25), ele manteve a versão de que não se lembra dos fatos e tornou a dizer que havia ingerido ‘meio litro de cachaça’.

Riedel está em liberdade desde 10 de agosto e no fim da manhã desta terça (25), o Conselho de Sentença determinou que ele continuará solto, o condenando a 4 anos de reclusão pelo crime de lesão corporal seguida de morte em regime aberto. 

“Mantenho o sentenciado em liberdade, por assim se encontrar neste momento e não haver fundamentos para a decretação de sua prisão cautelar”, determinou o magistrado. 

Julgamento 

Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no dia do crime, 30 de junho de 2023, Riedel foi até a casa de Luiz no final da tarde para beberem juntos. No local dos fatos, houve um desentendimento entre os amigos, que já estava embriagados, e Riedel matou Luiz.

O promotor de justiça José Arturo Iunes Bobadilla Garcia explicou que o Riedel disse, tanto à Policia quanto em juízo, que não se lembrava do ocorrido porque havia bebido demais. Também negou ter a intenção de matar o amigo. “O Ministério Público pede a desqualificação do homicídio. Estou convencido de que Seu Riedel Ferreira da Silva não teve dolo, não teve vontade. Porque, se tivesse dolo, não teria procurado a polícia”, declarou.

O laudo necroscópico indicou que Luiz morreu por asfixia mecânica, ao qual o promotor também rebateu. “Por regra, um estrangulamento, mas foi provocada em virtude da briga, pela idade, foi a hemorragia que provocou a asfixia”.

Acordou com escoriações

Foi o próprio Riedel quem procurou a Polícia. O autor compareceu na Depac Centro e contou que ‘achava’ que havia matado o amigo. Como a Depac Centro não registra mais flagrante, o idoso foi encaminhado para a Depac Cepol. Após a confissão, a polícia foi ao local e constatou os fatos, acionando a Perícia.

À polícia, o autor contou que estava ingerindo bebida alcoólica com a vítima desde as 10h de sexta-feira e que no fim da tarde já estava completamente bêbado. Não se lembra como, nem o motivo do crime, apenas se lembra que bebeu meio litro de cachaça.

Na residência, a vítima estava caída em cima da cama com grande hematoma no olho esquerdo, marcas de sangue no rosto e escoriações no braço direito.

O amigo disse ainda que como estava bêbado acabou dormindo e ao acordar viu que estava com lesões e ao verificar a vítima a encontrou gelada e percebeu que estava morta.