Familiares de Everton da Silva Antonello, de 17 anos disseram à reportagem do Midiamax que o jovem foi vítima de uma emboscada, torturado e agredido até a morte. Ele foi encontrado morto em uma estrada no assentamento de Anastácio, neste domingo (12). A princípio, a suspeita era que o jovem foi vítima de um acidente de moto, porém, parentes dizem que ele foi morto por mais de uma pessoa.

De início, a informação era que o rapaz teria pedido socorro a um sitiante da região. Também foi divulgada uma foto da vítima, caída e com uma chave de motocicleta no pescoço. Porém, quando a Perícia esteve no local, a chave não foi localizada.

Posteriormente, à polícia, o proprietário do sítio contou que inspecionava o açude pela manhã e ouviu um gemido. De primeira, ele não foi ver o que era por acreditar que fosse alguém alcoolizado, e depois ouviu o rapaz falar: ‘Meu Deus, me ajuda’. Conforme informações, o pai da vítima contou que viu o filho na noite anterior.

Um segurança também informou, que havia uma motocicleta danificada e pertences deixados, por um desconhecido, na portaria de um rancho. Os itens foram encontrados depois pela polícia. Assim, as marcas e machucados no corpo do adolescente indicavam suspeita de acidente de trânsito, mas não é descartado um crime, já que houve também suspeita de modificação do local. O adolescente era natural de Nioaque, mas morava com os pais no Assentamento São Manoel.

Versão da família

Conforme a família, Everton foi chamado para um suposto lugar na cidade, durante a noite de sábado (11). Ele então viu que se tratava de uma emboscada, momento em que tentou fugir. Foi perseguido, quando perdeu o controle da moto e caiu.

Ainda versão de parentes, colocaram ele dentro de um veículo o levaram para outro lugar, fizeram ele apagar mensagens do celular e o torturaram com barra de ferro. “Aí bateram nele só de um lado do rosto dele com socos. Torturaram ele até às 3 horas da manhã, no laudo constou que ele morreu esse horário, desovaram ele em outro lugar. Ele não pediu socorro não às 11 e pouco da manhã. No laudo do IML constou que ele morreu muito antes por volta das 3 da manhã”, diz um familiar.

“A perícia alegou que foi atropelamento, nunca, ele foi torturado e assassinado. Não fizeram coisa pior porque precisavam simular um acidente. Ontem eu e minha família fomos seguidos lá em Anastácio, por carro e motos. Estão contando uma historia sem pé e cabeça pra abafarem o caso e não investigarem”, diz. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.