Homem, de 44 anos, preso na tarde de sexta-feira (14), suspeito de atirar na testa da esposa, durante uma discussão, apresentou versões diferentes para a Polícia. Sem assumir a autoria do crime, ele disse que a mulher tentou suicídio e depois afirmou que ela foi vítima de um atentado.

Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, a divergência de informações começaram assim que ele foi questionado sobre uma arma, que ele guardava na residência. Aos militares ele disse que havia vendido o revólver.

Pouco depois, o homem teria dito aos policiais, que a mulher dele sofreu um atentado. Segundo ele, um motociclista teria passado e disparado o tiro que atingiu a vítima. Em seguida, ele mudou a versão afirmando que ela tentou se matar.

Pouco depois, o suspeito concordou em mostrar o local onde havia escondido a arma. O revólver calibre 22 foi encontrado no chiqueiro com 9 munições, 7 delas intactas, uma deflagrada e a outra percutida.

O suspeito foi preso e encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Na manhã deste sábado (15), a delegada Rafaela Lobato, disse durante coletiva de imprensa, que o suspeito colaborou com as investigações.

Durante depoimento, o homem contou que ele e a mulher estavam ingerindo bebidas alcoólicas e começaram a discutir por uma divergência sobre a criação do filho e que ele atirou na testa da companheira.

Após o crime, o marido levou a mulher até o CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Coophavila 2, em Campo Grande. Segundo a delegada, enfermeiros desconfiaram da situação e acionaram a polícia Militar.

O homem está preso na Deam por tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele aguarda a audiência de custódia que deve ocorrer na segunda-feira (18).

De acordo com a delegada, o suspeito não possui passagens pela polícia e não há registro de queixas contra ele. O estado de saúde da vítima é considerado grave e ela permanece no CTI (Centro de Terapia Intensiva).